Hipertensão Ocular

O hipertenso ocular é uma pessoa que tem pressão ocular alta, a qual não é observada com os exames de rotina, nem uma alteração estrutural do nervo óptico, nem da camada de fibras nervosas da retina. Também não há alteração funcional do campo visual.     Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Uso de colírios não é recomendado sem avaliação do oftalmologista

Não é recomendável o uso de colírios sem a avaliação prévia do oftalmologista, que pode encontrar a causa da irritação e fazer um tratamento apropriado. Muitos colírios descongestionantes contêm drogas vasoconstritoras que “branqueiam” o olho, mas o efeito é curto e não curativo. Logo, ocorre vasodilatação, o olho fica vermelho e a pessoa pode querer pingar mais gotas, gerando assim um costume à medicação. Além disso, poderia desencadear glaucoma agudo nos pacientes predispostos.   Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Glaucoma Infantil

Com menor frequência do que nos adultos, as crianças também podem ser afetadas pelo glaucoma. Os bebês com glaucoma congênito podem apresentar: “lacrimejamento”, fotofobia e blesfarospasmos. Como o globo ocular das crianças é elástico, ele pode aumentar devido à pressão intraocular elevada, dando a aparência de olhos grandes e bonitos (é como se a pressão intraocular “inchasse” o olho). É aconselhável que as crianças sejam submetidas a uma avaliação oftalmológica.   Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Poeiras, ciscos e estilhaços podem causar até lesões permanentes

Poeira, ciscos e estilhaços podem entrar nos olhos e causar desde uma irritação até uma lesão permanente, em função da velocidade com que o corpo estranho chega até o olho, do tipo de substância e também do ponto em que ele se localiza no globo ocular. Se o cisco estiver em cima da parte colorida do olho, não se deve mexer. Procure imediatamente atendimento médico. Já quando for um simples cisco na pálpebra inferior, poderá ser retirado cuidadosamente com um cotonete, ou a ponta de um lenço limpo.   Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Componentes dos Olhos

Entre os componentes dos olhos estão os músculos ciliares e extrínsecos. Os músculos ciliares ajustam a forma do cristalino. Com o envelhecimento eles perdem sua elasticidade, dificultando a focagem dos objetos próximos e provocando presbiopia. Os músculos extrínsecos são um conjunto de seis músculos responsáveis pelo movimento dos olhos. Trabalham em sincronismo, entre si, propiciando a movimentação simultânea dos olhos. Caso ocorra alguma alteração nesse sincronismo teremos a deficiência ocular chamada estrabismo.   Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Problemas visuais em crianças

A percepção de problemas visuais em crianças pequenas é prejudicada pela fala incipiente, mas os pais podem observar, no dia a dia, sinais que podem indicar a presença de algum problema. O lacrimejamento excessivo, por exemplo, pode indicar desde uma obstrução do canal lacrimal até um glaucoma congênito. Ao perceber alguma anormalidade, a criança deve ser levada a um oftalmologista para uma avaliação. Outro problema importante que precisa ser corrigido ainda na infância é a ambliopia, ou “olho preguiçoso”. É uma situação na qual a visão não se desenvolve plenamente em um dos olhos, embora sua aparência seja normal. Com o passar do tempo, o cérebro ignora as imagens que vem desse olho “fraco”, de tal forma que ele perde a visão. O portador de ambliopia tem dificuldade para perceber distâncias e profundidade, além de correr riscos de cegueira total, caso venha algum dia a perder a visão de seu olho saudável.   Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Erro Refrativo

Erro refrativo pode ser definido como uma condição anatômica do olho, no qual as imagens dos objetos (os raios paralelos) não são focalizadas na fóvea na ausência da acomodação. Eles podem ser classificados como primários e secundários, sendo os últimos decorrentes de outras patologias oculares ou sistêmicas. A baixa visão, resultando de erros refrativos não corrigidos, pode gerar problemas individuais e para toda sociedade.   Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Cegueira Infantil

Estima-se que uma criança torna-se cega a cada minuto no mundo. Estudos populacionais, apesar de escassos, são necessários com a finalidade de melhor planificar a estratégia de combate à cegueira. A dificuldade na obtenção de dados epidemiológicos de cegueira infantil se deve ao fato de que estes estudos oferecem elevados custos e são de difícil obtenção (a cegueira infantil é dez vezes mais rara que a do adulto) necessita maior amostragem. O exame de crianças cegas requer profissionais especializados, equipe de campo capacitada e equipamentos adequados.   Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Catarata

Catarata é a opacidade do cristalino (lente natural do olho), podendo ser localizada ou generalizada. Geralmente atua de maneira progressiva, iniciando com diminuição da acuidade visual, mesmo com a utilização de recursos ópticos, sejam óculos ou lente de contato. A catarata pode ser observada na pupila que, devido à patologia, torna-se esbranquiçada ou amarelada. Além de causar diminuição da visão, a catarata também provoca ofuscamento e diminuição da percepção das cores. Pode se apresentar bilateralmente, de maneira congênita ou adquirida, que é a forma mais frequente. Ainda nos dias de hoje, a catarata é a maior causa de cegueira no mundo. CAUSASAs cataratas adquiridas ocorrem, geralmente, em pessoas acima de 60 anos, também sendo conhecidas como cataratas senis. Traumas oculares, uso de corticoesteroides, inflamações intraoculares, exposição excessiva à radiação ultravioleta e diversas doenças associadas, como o diabetes, por exemplo, são causas conhecidas para o surgimento dessa patologia. TRATAMENTOO tratamento disponível e reconhecido cientificamente para a catarata é a intervenção cirúrgica para a remoção do cristalino opaco. As técnicas conhecidas são a facectomia extracapsular e a facoemulsificação. Para a cirurgia são realizados exames pré-operatórios, os quais vão determinar o grau e o tipo de lente intraocular para implante, bem como a melhor técnica a ser escolhida. A recuperação pós-cirúrgica é rápida e geralmente sem intercorrências, proporcionando a melhora da qualidade visual do paciente. Fique atento aos sintomas da catarata. Caso tenha idade acima de 60 anos, faça uma avaliação dos seus olhos anualmente.

Olho Vermelho

Causas mais comuns de olho vermelho: conjuntivite, úlcera de córnea, glaucoma agudo, uveíte anterior, hemorragia subconjuntival. Outras causas comuns de olho vermelho (hiperemia crônica) são: conjuntivite irritativa, medicamentosa, alérgica, olho seco, oclusão palpebral incompleta, uso inadequado de lentes de contato, triquiase, lagoftalmo, diminuição das horas de sono, alcoolismo ou uso de drogas, exoftalmo, meibomite e blefarite. Aspectos importantes para o diagnóstico diferencial: a conjuntiva, quando estimulada (inflamação ou infecção), produz secreção que será aquosa nos casos de irritação e nas infecções por adenovírus, será mucosa nos casos de alterações crônicas e mucopurulentas (amareladas) em casos de conjuntivite bacteriana. Exceção faz-se à conjuntivite gonócica que é purulenta (amarelo forte). Nos casos de glaucoma agudo, midríase, ou na uveíte anterior, miose, a pupila estará modificada. No entanto, ela não se modifica quando ocorrerem alterações da conjuntiva ou da córnea. As conjuntivites têm uma tendência a ser bilaterais e os casos de glaucoma agudo, uveítes anteriores e úlceras de córnea são quase sempre unilaterais. A córnea, principalmente sua área central, é muito inervada, seus nervos têm terminações situadas bem superficialmente, desta forma, qualquer lesão que rompa o epitélio, produz dor. A conjuntiva tem muito menos inervação do que a córnea, e a resposta à agressão geralmente provoca um desconforto anunciado com sensação de areia nos olhos. A acuidade visual estará alterada, toda vez que houver diminuição da transparência da área central da córnea e do trajeto que a luz faz para chegar até a retina. Assim, alteram a visão: úlceras de córnea, principalmente localizadas no centro da córnea, uveítes anteriores e o glaucoma agudo.   Dr. Hermógenes C. S. Renuzza