Exame do Olhinho: um teste simples que pode salvar a visão do seu bebê

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Logo após o nascimento, uma série de exames garante que o bebê está saudável e pronto para começar a vida. Um deles é essencial, mas nem todos os pais e cuidadores sabem de sua real importância: o exame do olhinho, ou teste do reflexo vermelho. Simples, rápido e indolor, esse exame pode detectar problemas graves nos olhos do recém-nascido, antes mesmo que eles apresentem sintomas. O que é o exame do olhinho? O exame do olhinho é uma avaliação feita pelo pediatra nos primeiros momentos de vida do bebê, buscando sinais de doenças graves ou congênitas, capazes de comprometer o desenvolvimento visual da criança. Ele é realizado com o auxílio de um oftalmoscópio, um aparelho que projeta luz nos olhos do bebê para observar o reflexo das pupilas. O reflexo normal é vermelho e simétrico. Alterações nesse reflexo podem indicar a presença de doenças oculares que exigem atenção imediata. Por que o exame do olhinho é tão importante? Doenças que afetam a visão nos primeiros dias de vida podem comprometer o desenvolvimento visual e neurológico da criança. Entre os problemas que o exame do olhinho ajuda a identificar estão: Catarata congênita Glaucoma congênito Retinoblastoma (câncer ocular raro) Desenvolvimento anormal da retina Outras malformações oculares Quando diagnosticadas precocemente, essas condições têm muito mais chance de serem tratadas com sucesso — e, muitas vezes, sem perda permanente da visão. Entretanto, sem o devido cuidado, essas doenças são perigosas e prejudicam a qualidade de vida da criança. Quando o exame deve ser feito? O ideal é que o teste seja realizado ainda na maternidade, nas primeiras 72 horas de vida. Caso isso não ocorra, é fundamental que ele seja feito até o primeiro mês de vida do bebê. E não para por aí: o exame deve ser repetido nas consultas de rotina com o pediatra ou oftalmologista, especialmente durante o primeiro ano, quando o sistema visual ainda está em formação. Monitorar o desenvolvimento é crucial para garantir que tudo está em ordem. E se o teste mostrar alguma alteração? Se houver qualquer alteração no reflexo observado, o bebê deve ser encaminhado para avaliação com um oftalmologista. Em muitos casos, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de preservar a visão — ou até mesmo salvar a vida da criança, no caso de doenças mais graves. Mesmo sem sintomas, o bebê deve fazer o exame do olhinho? Sim. Algumas alterações visuais não apresentam sinais evidentes no início. O bebê pode parecer perfeitamente saudável, mas ainda assim ter alguma condição ocular oculta. O exame do olhinho é a única forma de garantir que os olhos estão se desenvolvendo de forma saudável. Porém, vale ressaltar que o teste do olhinho não substitui a consulta com o oftalmologista, que deve ser feita no primeiro ano de vida. Prevenção que faz a diferença O exame do olhinho dura poucos segundos, mas pode mudar toda a história visual de uma criança. Mais do que um protocolo de rotina, ele é um ato de cuidado e prevenção, que protege um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento humano. Se você é pai, mãe ou cuidador, converse com o pediatra ou equipe médica do seu bebê e confirme se o exame do olhinho já foi realizado. E, se ainda não foi, agende o quanto antes.

Os efeitos do tabagismo na visão

Os efeitos do tabagismo na visão

O tabagismo é uma das principais causas evitáveis de doenças em todo o mundo, e seus impactos vão muito além dos pulmões e do coração. Fumar também tem sérias consequências para a saúde ocular e pode comprometer a visão de forma significativa.  Neste post, vamos explorar como o cigarro afeta a visão, as doenças oculares relacionadas ao tabagismo, e por que parar de fumar é crucial para preservar a saúde dos seus olhos. Como o tabagismo afeta a visão? O fumo do cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, como nicotina, alcatrão, e monóxido de carbono, que afetam diretamente os vasos sanguíneos, incluindo aqueles que irrigam os olhos.  Fumar pode restringir o fluxo sanguíneo para os olhos, especialmente para os microvasos da retina, reduzindo o fornecimento de oxigênio e nutrientes essenciais para a retina e outras estruturas oculares. Com o tempo, esse dano aumenta o risco de desenvolver várias doenças oculares graves. Doenças oculares relacionadas ao tabagismo O tabagismo pode causar, piorar ou acelerar o aparecimento e/ou desenvolvimento de certas doenças oculares. Vamos falar sobre algumas delas. Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) O tabagismo é um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento da DMRI, uma condição que afeta a mácula – parte da retina responsável pela visão central. Fumantes têm até quatro vezes mais chances de desenvolver a DMRI em comparação com não fumantes. A doença pode causar perda gradual da visão central, dificultando atividades como ler e dirigir. Se o paciente já tem predisposição genética para a DMRI, o risco de fumar é ainda mais alto. Catarata A catarata, que causa opacificação do cristalino, é uma das principais causas de cegueira no mundo. Fumar aumenta significativamente o risco de desenvolver catarata, principalmente a catarata nuclear. Estudos mostram que fumantes têm até duas vezes mais chances de desenvolver a doença em relação a pessoas que nunca fumaram. Retinopatia diabética Para quem tem diabetes, o tabagismo pode agravar ainda mais os danos à visão. A retinopatia diabética ocorre quando o excesso de açúcar no sangue danifica os vasos sanguíneos da retina, e fumar acelera esse processo, aumentando a inflamação vascular e o estresse oxidativo. Isso pode levar à perda severa de visão ou até à cegueira. O tabagismo também reduz a eficácia de tratamentos como a fotocoagulação a laser. Síndrome do olho seco O cigarro também está associado à síndrome do olho seco, uma condição em que os olhos não produzem lágrimas suficientes ou as lágrimas evaporam muito rapidamente. Fumar pode agravar essa situação, aumentando o desconforto, a vermelhidão e a irritação ocular. Além disso, a fumaça do cigarro irrita diretamente a superfície dos olhos, o que contribui para inflamação crônica e desconforto. Uveíte A uveíte é uma inflamação da úvea, a camada média do olho. Fumantes têm um risco significativamente maior de desenvolver uveíte, uma condição que pode causar dor, vermelhidão, sensibilidade à luz e até danos permanentes à visão, se não for tratada. Esse risco é ainda mais elevado em pacientes que já apresentam predisposição a doenças autoimunes ou inflamatórias oculares. Por que parar de fumar pode melhorar a saúde ocular? Parar de fumar reduz o risco de doenças oculares, além de ajudar a prevenir a progressão de condições já existentes e diminuir a inflamação sistêmica. Ao abandonar o cigarro, os níveis de oxigênio no sangue aumentam, melhorando a circulação e promovendo a saúde dos vasos sanguíneos que irrigam os olhos. Estudos apontam que o risco de desenvolver DMRI e catarata diminui significativamente após alguns anos sem fumar. Dicas para proteger sua visão Se você é fumante e está preocupado com a saúde dos seus olhos, pode começar a cuidar melhor de sua visão a partir de agora. Confira algumas dicas: Pare de fumar o quanto antes. A decisão de parar de fumar é a medida mais importante para proteger a sua visão e a sua saúde geral. Este provavelmente é o passo mais difícil, mas é também o mais importante. Faça exames oftalmológicos regulares. Consultar um oftalmologista regularmente é essencial para detectar precocemente qualquer problema de visão relacionado ao tabagismo. Mantenha uma dieta saudável. Alimentos ricos em antioxidantes, como frutas e vegetais, ajudam a proteger os olhos contra danos relacionados ao fumo. Use óculos de sol com proteção UV. O tabagismo agrava os efeitos dos raios UV sobre os olhos, por isso, use óculos com proteção adequada ao sair ao ar livre. Dessa forma, você evita o risco de agravar doenças como a DMRI e o pterígio. Os perigos do tabagismo para seus olhos O tabagismo é um dos maiores inimigos da saúde ocular e pode causar danos irreversíveis à visão. As doenças citadas neste post são apenas algumas das muitas complicações oculares associadas ao cigarro. Parar de fumar é o passo mais importante que você pode dar para proteger sua visão a longo prazo. Se você é fumante ou ex-fumante, visite seu oftalmologista regularmente para garantir que seus olhos estejam saudáveis. A prevenção é a chave para uma visão nítida e saudável por muitos anos!

O que é ambliopia? Entendendo o ‘olho preguiçoso’

ambliopia (olho preguiçoso)

A ambliopia, também conhecida como “olho preguiçoso”, é uma condição ocular que se desenvolve na infância e é uma das principais causas de problemas visuais em crianças.  Essa condição ocorre quando um dos olhos não se desenvolve adequadamente, resultando em visão reduzida nesse olho. A ambliopia pode afetar a capacidade de perceber detalhes e prejudicar a visão binocular, que é essencial para a percepção de profundidade. Quais as causas da ambliopia? A ambliopia ocorre quando o cérebro e o olho não funcionam juntos corretamente, e o cérebro começa a favorecer o olho que tem melhor visão, ignorando o outro olho. Existem várias causas comuns de ambliopia: Estrabismo: Um desalinhamento dos olhos, onde um olho pode desviar para dentro, para fora, para cima ou para baixo. O cérebro pode ignorar a imagem do olho desviado para evitar visão dupla, levando à ambliopia. Erro de refração: Quando há uma diferença significativa na prescrição entre os dois olhos (anisometropia), o cérebro pode ignorar o olho com visão menos clara. Privação visual: Se um olho é privado de estímulo visual por um tempo prolongado devido a condições como catarata congênita, o cérebro pode ignorá-lo. Sintomas da ambliopia Detectar ambliopia pode ser desafiador, especialmente em crianças pequenas que podem não perceber ou expressar que algo está errado com sua visão.  Porém, existem alguns sinais e sintomas que os pais podem ficar atentos para detectar o problema.  O baixo desempenho escolar, causado por dificuldades em ler ou enxergar o quadro, é um sintoma comum em problemas oculares. Aliado a isso, existe o desvio ocular, que ocorre quando os olhos se movem de forma dessincronizada; problemas com a percepção de profundidade e dificuldade para julgar distâncias; e comportamentos como inclinar a cabeça ou fechar um olho, tentando enxergar melhor. Esses sintomas alertam para um possível caso de olho preguiçoso, que deve ser confirmado por um oftalmologista. Diagnóstico de olho preguiçoso O diagnóstico precoce é crucial para o tratamento eficaz da ambliopia. Exames oftalmológicos regulares são essenciais, especialmente durante os primeiros anos de vida, quando o desenvolvimento visual está em andamento.  O oftalmologista usará uma série de testes para avaliar a acuidade visual e verificar a presença de problemas oculares, como estrabismo ou erros de refração. Como é feito o tratamento? O tratamento da ambliopia é mais eficaz quando iniciado precocemente, idealmente antes dos sete anos de idade. O objetivo do tratamento é forçar o cérebro a usar o olho afetado, ajudando-o a desenvolver melhor a visão. Existem algumas abordagens para este tratamento: Uso de óculos ou lentes de contato: Corrigir o erro de refração subjacente, permitindo que o olho afetado funcione corretamente. Tampão ocular: Um tampão é colocado sobre o olho mais forte por várias horas ao dia, incentivando o uso do olho mais fraco. Colírios de atropina: Gotas que borram temporariamente a visão do olho mais forte, forçando o uso do olho mais fraco. Cirurgia: Em casos de estrabismo ou catarata, a cirurgia pode ser necessária para corrigir o problema subjacente. Importância do tratamento precoce O tratamento precoce da ambliopia é crucial para evitar danos permanentes à visão. Se não tratada, a ambliopia pode resultar em perda de visão permanente no olho afetado. Isso impacta a vida cotidiana, incluindo a capacidade de realizar atividades que exigem boa visão binocular, como dirigir. A ambliopia é ruim, mas tem tratamento A ambliopia é uma condição ocular comum, mas com o diagnóstico e tratamento adequados, muitas crianças desenvolvem uma visão normal ou significativamente melhorada. A chave para o sucesso é a detecção precoce e o tratamento imediato.  Se você suspeitar que seu filho possa ter ambliopia, ou se houver histórico familiar de problemas oculares, agende uma consulta com um oftalmologista para uma avaliação completa.

Como a cirurgia a laser revolucionou a oftalmologia

Como o uso de laser revolucionou a oftalmologia

A tecnologia a laser tem sido um divisor de águas no campo da oftalmologia, oferecendo novos horizontes para o tratamento de doenças oculares. Desde a correção de erros refrativos até o tratamento avançado de glaucoma e catarata, as cirurgias a laser estão permitindo procedimentos mais seguros, rápidos e menos invasivos.  Neste post, vamos explorar como os tratamentos a laser estão sendo utilizados para melhorar a visão e a qualidade de vida dos pacientes. Correção de erros refrativos: LASIK e PRK A cirurgia refrativa a laser, incluindo procedimentos populares como LASIK (Laser-Assisted In Situ Keratomileusis) e PRK (Photorefractive Keratectomy), utiliza lasers precisos para remodelar a córnea e corrigir erros refrativos como miopia, hipermetropia e astigmatismo.  Esses métodos são ideais para quem não se acostumou ou cansou de usar óculos e lentes de contato, proporcionando resultados duradouros e melhorando significativamente a visão dos pacientes. Porém, nem todos os pacientes são elegíveis para realizar a cirurgia corretiva. Caso seja de seu interesse, converse com um oftalmologista para entender os requisitos e saber se você pode corrigir erros refrativos em seus olhos. Tratamento de catarata com laser O uso de lasers no tratamento da catarata tem revolucionado essa cirurgia comum. A facoemulsificação assistida por laser permite que os cirurgiões removam a catarata de forma mais precisa e com menos trauma para o olho do que os métodos tradicionais. Isso resulta em uma recuperação mais rápida e uma melhora significativa na visão. Gerenciamento do glaucoma com tratamentos a laser O tratamento a laser para glaucoma, como a trabeculoplastia a laser seletiva (SLT), é uma maneira eficaz de reduzir a pressão intraocular sem a necessidade de cirurgia invasiva. O laser é usado para melhorar o fluxo do fluido ocular, ajudando a prevenir danos ao nervo óptico e a perda de visão associada ao glaucoma. Terapia fotodinâmica para degeneração macular A terapia fotodinâmica (PDT) utiliza laser de baixa energia em combinação com um medicamento fotossensível para tratar formas específicas de degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Este tratamento ajuda a selar vasos sanguíneos anormais sob a retina, retardando a perda de visão causada pela DMRI úmida. Vantagens da tecnologia a laser Antigamente, os procedimentos oculares eram feitos de forma manual, exigindo muito mais tempo, tanto dos médicos quanto de recuperação. Agora, com a precisão do laser, a duração da cirurgia é drasticamente reduzida, e em sua maioria, os pacientes voltam para casa no mesmo dia da operação. Mas as vantagens de se utilizar o laser nas cirurgias oculares vão além. Com o uso do laser, os resultados para o paciente são melhores e mais duradouros, proporcionando melhor qualidade de vida. Outro ponto relevante é a redução no risco de infecções e complicações cirúrgicas. Todas essas vantagens fazem com que o uso da tecnologia a laser seja cada vez mais impactante e relevante para a oftalmologia. A tecnologia a laser é o presente e o futuro da oftalmologia A tecnologia a laser está estabelecendo novos padrões para o tratamento de doenças oculares, trazendo inovações que tornam os procedimentos oftalmológicos mais seguros, rápidos e eficazes.  Com a evolução contínua dessa tecnologia, o futuro do cuidado ocular promete ainda mais avanços que podem literalmente transformar a maneira como vemos o mundo. Se você está considerando um tratamento ocular e quer saber mais sobre como a tecnologia a laser pode beneficiar sua visão, entre em contato com seu oftalmologista de confiança e converse sobre as possibilidades de tratamento para seu caso. É importante ressaltar que não são todas as doenças que podem ser tratadas com laser, nem todos os pacientes estão aptos a operar desta forma. Cada quadro precisa ser analisado com cuidado, para que o oftalmologista determine o melhor tratamento.

Quais são as doenças de visão mais comuns em idosos?

Doenças de visão em idosos

Existem diversas doenças de visão que surgem com o passar da idade. À medida que envelhecemos, nossa visão naturalmente sofre alterações, aumentando o risco de vários problemas oculares.  Este post aborda as condições de visão mais prevalentes entre os idosos. Entenda como identificar sinais de alerta, quais as opções de tratamento disponíveis e medidas preventivas para manter a saúde ocular na terceira idade. Principais doenças de visão em idosos É comum o surgimento de doenças de visão após uma certa idade. Confira a seguir quais são as principais delas. Catarata Catarata é a opacificação do cristalino do olho, que normalmente é transparente. Os sintomas incluem visão embaçada, sensibilidade à luz, halos ao redor das luzes e cores que parecem desbotadas. A catarata é uma doença comum em idosos, já que o cristalino perde sua transparência com o passar dos anos. A principal forma de tratamento é a cirurgia, na qual o cristalino opaco é removido e substituído por uma lente artificial. Embora a catarata seja frequentemente relacionada ao envelhecimento, proteger os olhos da exposição excessiva ao sol e manter uma dieta rica em antioxidantes podem ajudar a retardar seu desenvolvimento. Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) A DMRI afeta a mácula, parte da retina responsável pela visão central clara, crucial para atividades como leitura e reconhecimento de rostos. Os sintomas incluem um ponto cego no centro da visão e distorção de linhas retas. O tratamento para a degeneração macular pode incluir medicamentos para reduzir o crescimento de vasos sanguíneos anormais sob a retina, terapia a laser e vitaminas específicas para desacelerar a progressão da doença. Não fumar, manter uma dieta equilibrada rica em verduras de folhas escuras e peixes, e controlar outras condições de saúde são cruciais para a prevenção da DMRI. Glaucoma O glaucoma é uma doença que danifica o nervo óptico, geralmente devido ao aumento da pressão dentro do olho. Muitas vezes não apresenta sintomas nas fases iniciais, mas quando não tratada, leva à perda de visão periférica e, eventualmente, à cegueira. O tratamento de glaucoma inclui colírios para reduzir a pressão ocular, medicamentos orais e, em alguns casos, cirurgia para melhorar o escoamento do fluido ocular. Exames regulares são essenciais, pois o glaucoma é frequentemente descoberto em estágios avançados. Manter um peso saudável e controlar a pressão arterial também são medidas preventivas importantes. Presbiopia Presbiopia é a perda gradual da capacidade de ver objetos próximos claramente, uma parte natural do envelhecimento que geralmente começa por volta dos 40 anos. Sintomas incluem a necessidade de afastar objetos para ler claramente. A presbiopia também é conhecida como vista cansada. Óculos de leitura, lentes bifocais ou progressivas, e em alguns casos, cirurgia refrativa ou lentes intraoculares são algumas maneiras de contornar os efeitos da vista cansada. Embora a presbiopia não possa ser prevenida, seu impacto pode ser gerenciado com a correção visual apropriada e ajustes no ambiente de leitura para maior conforto. É possível evitar as doenças de visão? Doenças de visão ligadas ao envelhecimento são naturais e, portanto, não é possível evitá-las. O que podemos fazer é prevenir e retardar seu aparecimento, ainda que eventualmente elas apareçam. Contudo, é importante conhecer quais são os problemas mais comuns, para que o diagnóstico aconteça ainda no início, com os primeiros sintomas. Assim como em outras doenças, o diagnóstico precoce melhora o prognóstico de um paciente. É crucial entender e identificar os sinais de doenças de visão comuns em idosos para manter uma boa qualidade de vida à medida que envelhecemos. Com tratamentos eficazes disponíveis e medidas preventivas práticas, é possível proteger sua visão contra o impacto dessas condições prevalentes. Não negligencie sua visão à medida que envelhece. Agende um exame oftalmológico regularmente e discuta qualquer preocupação visual com seu oftalmologista. Prevenir é sempre o melhor remédio!

O que você precisa saber sobre catarata

Tudo o que você precisa saber sobre catarata

A catarata é uma das principais causas de perda de visão em pessoas acima de 50 anos e é também a principal causa de cegueira no mundo.  Neste artigo, exploraremos o que é a catarata, como ela se desenvolve, as opções de tratamento disponíveis e medidas preventivas para manter seus olhos saudáveis. O que é catarata? A catarata ocorre quando o cristalino, que é uma lente natural e fica dentro do olho, e é claro quando está saudável, torna-se opaco, causando uma diminuição da visão. Ela é frequentemente relacionada ao envelhecimento, mas existem outros fatores de risco que contribuem para sua formação. A transparência do cristalino permite que raios de luz atravessem os olhos e cheguem até a retina, formando imagens. Quando ele fica opaco, ocorrem os problemas de visão. A doença evolui lentamente, de maneira que muitas pessoas não percebem a piora. Causas da catarata Existem diferentes causas para a catarata. Enquanto a maioria dos pacientes desenvolve a doença após certa idade, fatores genéticos ou fatores externos também têm influência em seu desenvolvimento. Confira as causas principais da doença: Envelhecimento: A maioria dos casos está ligada ao envelhecimento natural do cristalino. Fatores genéticos: Histórico familiar de catarata pode aumentar o risco de desenvolver a doença. Exposição à radiação UV: Longa exposição aos raios UV sem proteção adequada. Outros problemas de saúde: Outras doenças podem ser fatores de risco. Diabetes, por exemplo, pode acelerar a formação de catarata. Uso prolongado de corticosteroides: Medicamentos, especialmente quando usados em altas doses ou por longos períodos, podem causar catarata. Traumas: Esse tipo de catarata ocorre após traumas nos olhos. Mesmo não sendo perfurantes, muitos traumas podem causar opacidade do cristalino. Pode ocorrer em apenas um dos olhos. Congênita – por defeitos na formação do globo ocular durante a gestação. Doenças na gravidez: Algumas crianças já nascem com catarata, porque as mães tiveram rubéola, sífilis ou toxoplasmose no primeiro trimestre de gestação. Sintomas de catarata Como a luz não consegue atingir plenamente a retina onde se situam os receptores fotossensíveis, uma pessoa com catarata tem dificuldade para enxergar com nitidez. No início, a sensação é de que há uma névoa na frente dos olhos, ou como se a lente dos óculos estivesse embaçada. Porém, com o avanço da doença, a pessoa vai gradativamente perdendo a visão, enxergando apenas vultos e podendo evoluir até a cegueira (que felizmente é reversível com cirurgia). É importante lembrar que muitas doenças oculares apresentam sintomas parecidos. Portanto, busque sempre seu oftalmologista de confiança para o diagnóstico correto. Estes são os sintomas mais comuns em pacientes com catarata: Visão embaçada ou nebulosa. Dificuldade com visão noturna. Sensibilidade à luz e halos ao redor das luzes. Necessidade frequente de mudança na prescrição de óculos. Cores parecem desbotadas. Visão dupla. Tratamento para catarata A única maneira eficaz de tratar a doença é a cirurgia, que envolve a remoção do cristalino opaco e a substituição por uma lente artificial. A cirurgia de catarata é um procedimento seguro e eficaz, com uma alta taxa de sucesso. A boa notícia é que ao fazer a cirurgia pode-se optar por usar lentes intraoculares que podem livrar o paciente do óculos (pois ao remover o cristalino necessitamos fazer o implante de uma lente artificial no seu lugar)  Após a cirurgia, a recuperação é rápida: o paciente pode retomar suas atividades normais em apenas uma semana.  Como é o diagnóstico? O diagnóstico é feito por um oftalmologista, após exames minuciosos. Dessa forma, ele consegue identificar se o cristalino possui alguma lesão. É importante avaliar o olho como um todo pois podem haver outros problemas associados com a catarata, e os exames complementares auxiliam a descartar outras doenças. Cuidados e prevenção Por mais que a catarata seja um problema comum após os 50 anos, você pode tomar alguns cuidados que auxiliam na prevenção da doença. Evite o uso de colírios, especialmente aqueles com corticoides, sem recomendação médica. Além da catarata, eles também podem causar glaucoma secundário. Se notar qualquer inflamação ou sofrer algum trauma na região dos olhos, como um soco ou uma batida forte, procure imediatamente um oftalmologista. Embora a doença seja predominantemente relacionada ao envelhecimento, entender seus fatores de risco e sintomas pode ajudar na detecção precoce e no tratamento eficaz. Sempre faça exames de rotina e consulte-se com seu oftalmologista de confiança caso note algo fora do comum.

Vista cansada ou presbiopia e catarata

Nessa entrevista, Dr. Rodrigo Correa fala sobre vista cansada ou presbiopia e catarata. Confira a entrevista completa! O que é presbiopia e quais são os sinais e sintomas de que alguém pode estar desenvolvendo essa condição? R: A presbiopia é uma condição ocular que afeta a capacidade de focar em objetos próximos, que normalmente ocorre com pessoas a partir dos 40 anos de idade. Os sinais incluem dificuldade em ler de perto, visão embaçada ao realizar tarefas de perto e a necessidade de afastar objetos para enxergá-los claramente. Isso acontece devido à perda de flexibilidade do cristalino, a lente natural dos olhos. Aqui é importante explicar que temos dois tipos de pacientes com a presbiopia. Temos pacientes que começam a enxergar mal de perto e precisam de óculos, e temos os pacientes míopes, que já vem usando óculos há algum tempo, e depois dos 40 anos, esses pacientes ficam tirando os óculos para ver melhor de perto. Resumindo, todos nós vamos sofrer com a presbiopia. Qual é a causa da presbiopia e se a mesma piora com o tempo? R: Para entender melhor essa pergunta, imagina que o cristalino, a lente natural que temos dentro do olho, ela vai endurecendo, assim perdendo a capacidade de dar foco para longe e perto com a mesma nitidez. Antes o musculo tinha força suficiente para ver de longe e de perto, mas com o passar do tempo este musculo perde a força para contrair o cristalino que está mais endurecido, e assim ao perdermos o foco com a presbiopia, precisamos de ajuda com a falta dessa contração muscular, através do uso de óculos ou cirurgia. Com o passar do tempo a tendencia natural é que vá piorando e assim a necessidade de corrigir a falta de visão vai se tornando necessária e frequente. Quais são as opções de tratamento para a presbiopia? R: As opções de tratamento incluem o uso de óculos, lentes de contato, cirurgias refrativas a laser, além de cirurgia com implante de lentes intraoculares. Como é o uso de lentes de contato em pessoas com a vista cansada? R: A adaptação a lentes de contato pode levar algum tempo, mas muitos pacientes se adaptam bem e desfrutam da liberdade de não usar óculos. Existem lentes de contato multifocais, que permitem que os dois olhos enxerguem longe e perto, e também fazemos a monovisão, onde colocamos uma lente de contato para perto em um dos olhos, e outra lente de contato para longe no outro olho do paciente. Quais são os principais pontos a considerar ao optar por lentes de contato, especialmente para corrigir problemas de visão? R: As lentes de contato são uma excelente opção para corrigir diversos problemas de visão, desde miopia e hipermetropia até astigmatismo. A adaptação pode variar de pessoa para pessoa, mas é geralmente rápida. Ela exige a colocação e retirada das lentes diariamente assim como sua limpeza, mas a grande maioria das pessoas se adapta muito bem. Para aqueles que desejam uma solução mais permanente, existem cirurgias disponíveis para eliminar o uso de óculos? R: Certamente. A cirurgia refrativa a laser, como o LASIK ou PRK, é uma das opções mais populares. Um laser é aplicado a córnea e remodela a mesma para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo. No entanto, nem todos são candidatos a essas cirurgias, então uma consulta com um oftalmologista é essencial para avaliar a elegibilidade. Outra cirurgia e que tem ganhado mais adeptos, é a implantação de lentes intraoculares multifocais que envolve a substituição da lente natural do olho por uma lente multifocal, que possui diferentes zonas de foco para visão de perto e de longe. Isso permite que o olho se adapte a diferentes distâncias, proporcionando uma visão mais clara em diversas situações. A escolha da cirurgia depende das características individuais dos olhos e das necessidades do paciente. Mas aqui é onde percebemos os maiores avanços em tecnologia e a maior liberdade do uso de óculos. É fundamental passar por uma avaliação detalhada com o oftalmologista para determinar a melhor opção para cada paciente e para cada situação. Quais são os sintomas dessa condição e como a cirurgia de catarata pode restaurar a visão? R: A catarata é a opacidade do cristalino, a lente natural do olho – todos nós nascemos com ela. A opacidade do cristalino leva à visão embaçada, sensibilidade à luz e visão comprometida no geral. A cirurgia de catarata envolve a remoção do cristalino opaco e a substituição por uma lente artificial. Nada mais é do que uma troca de lentes, retiro a lente natural do olho, que embaçou, e substituo por outra artificial, que pode devolver a visão em muitos casos para longe e perto. Essa cirurgia geralmente é bem-sucedida e, melhoram significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A cirurgia de catarata é uma das cirurgias oculares mais comuns e eficazes. A recuperação da visão após a cirurgia costuma ser notável. O que deixa os pacientes muito satisfeitos. Dr. Rodrigo Correa da Costa OliveiraCRM-SC 20126 / RQE 11527Cirurgia Refrativa, Catarata, Córnea, Ceratocone, Lentes de Contato, Pterígio e Oftalmologia Clínica.

A catarata gera uma baixa de acuidade visual. Confira a entrevista completa!

Dr. Rodrigo Thiesen Müller participou de entrevista na Rádio Pomerode e falou sobre a catarata. “A catarata gera uma baixa de acuidade visual, a qualidade de visão, em especial, normalmente com uma idade mais avançada”, comenta Dr. Rodrigo. Confira a entrevista completa! Dr. Rodrigo Thiesen Müller se dedica as áreas de Córnea, Transplante de Córnea, Ceratocone, Cirurgia Refrativa, Catarata e Oftalmologia Clínica. O Hospital de Olhos de Blumenau localiza-se na Rua 7 de Setembro, 1300 e também conta com unidades em Pomerode (Rua Frederico Weege, 150 – Centro, bem ao lado da Polícia Militar) e em Gaspar (Rua São José, 253 – Sala 212, no Atitude Centro Empresarial). ⠀ Agendamentos pelo WhatsApp (47) 3322.5000.⠀ Publicação: 26.01.2023

Dr. Luiz Paulo aborda sobre conjuntivite, alergias oculares e até os cuidados que devemos ter com produtos de limpeza. Confira!

Dr. Luiz Paulo da Veiga Monteiro Lazaro Jr.  participou de entrevista na Rádio Pomerode e falou sobre cuidados que devemos ter com os olhos na estação mais quente do ano, destaque para a conjuntivite, alergias oculares e até os cuidados que devemos ter com produtos de limpeza. “Produtos químicos utilizados em limpeza tem que tomar muito cuidado, não só pelo contato direto, mas, também pelo vapor que sobe para os olhos e pode causar queimaduras”, alerta Dr. Luiz Paulo. Confira a entrevista completa. Dr. Luiz Paulo se dedica as áreas Neuroftalmologia, Visão Subnormal, Pterígio e Oftalmologia Clínica. O Hospital de Olhos de Blumenau localiza-se na Rua 7 de Setembro, 1300 e também conta com unidades em Pomerode (Rua Frederico Weege, 150 – Centro, bem ao lado da Polícia Militar) e em Gaspar (Rua São José, 253 – Sala 212, no Atitude Centro Empresarial). ⠀ Agendamentos pelo WhatsApp (47) 3322.5000.⠀ Publicação: 15.12.2022

O ideal é que seja realizada, ao menos, uma consulta por ano com o médico oftalmologista para que seja feita uma avaliação

Diagnóstico precoce: por que consultar o médico oftalmologista mesmo sem sintomas Certamente, você já ouviu falar sobre o quanto o diagnóstico precoce é importante. Ele acontece quando uma doença é identificada ainda nos estágios iniciais. No caso de problemas oculares, ele também é imprescindível, pois quanto antes forem descobertos, melhores são as chances de cura e menores são os riscos do desenvolvimento de complicações, como a perda da visão. E qual a melhor forma de obter o diagnóstico logo cedo? Realizando o acompanhamento com o médico oftalmologista. É muito comum que o especialista seja consultado somente na presença de algum sintoma. Ou seja, quando a visão está embaçada ou o olho está inchado ou lacrimejando excessivamente, por exemplo. Mas existe uma série de doenças capazes, inclusive, de causar cegueira, que se desenvolve de forma assintomática. É o caso do glaucoma: não coça, não dói e não provoca qualquer sinal até que esteja em um estágio avançado. Por isso, é muito importante visitar o oftalmologista regularmente, pois somente ele é capaz de identificar qualquer alteração, mesmo que não seja aparente. O ideal é que seja realizada, ao menos, uma consulta por ano para que seja feita uma avaliação. No entanto, esse intervalo pode ser menor na presença de fatores de risco. Quem tem diabetes, hipertensão ou histórico de glaucoma na família pode precisar realizar consultas com uma frequência maior, pois existe o risco aumentado de desenvolvimento de doenças oculares. Uma pesquisa realizada pelo Ibope, com o apoio do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, em 2020, constatou que 34% da população brasileira adulta nunca foi ao médico oftalmologista. Infelizmente, cuidar da saúde ocular de forma preventiva ainda não é um hábito em nosso país. Grande parte dos casos de perda da visão poderia ser evitada com acompanhamento médico oftalmológico e diagnóstico precoce. Não se descuide. O melhor momento para cuidar da saúde ocular é agora. Se faz muito tempo que você não visita o médico oftalmologista, aproveite para agendar uma nova consulta o quanto antes. Fonte: vejabem.org Publicação: 23.11.2022