Confira a entrevista do Dr. Rodrigo Müller

Dr. Rodrigo Müller, médico oftalmologista do Hospital de Olhos de Blumenau participou do quadro Doutor Responde, do Balanço Geral da NDTV. Dr. Rodrigo alerta sobre a prevenção, o quanto avaliações periódicas são importantes para manter a saúde ocular em dia. Além disso, dá algumas dicas importantes: – A tela do computador deve ficar no mesmo nível do olhar, – Regule o brilho da tela do celular de acordo com a luminosidade do local, – Faça uma pausa para descanso dos olhos a cada duas horas. Dr. Rodrigo dedica-se as áreas de Córnea, Transplante de Córnea, Ceratocone, Cirurgia Refrativa, Catarata e Oftalmologia Clínica. Agende uma consulta através do WhatsApp (47)3322.5000. Confira a entrevista completa: Publicação: 12.08.2021
Acompanhe a entrevista do Dr. Rodrigo Thiesen Müller
O oftalmologista, Dr. Rodrigo Thiesen Müller explica sobre o transplante de córnea. Clique aqui e saiba mais!
A entrevista foi ao ar no @programa.euevoce e você acompanha aqui.
Ceratocone

O que é Ceratocone? O ceratocone é uma doença oftalmológica que afeta a córnea, a parte transparente do olho. A origem exata do ceratocone é incerta, porém se sabe que uma história familiar positiva ou alergia nos olhos são fatores que aumentam as chances de uma pessoa desenvolver a doença. É uma doença progressiva, que pode levar a uma deterioração da visão de ambos os olhos, afetando até mesmo a capacidade do paciente ler, dirigir e exercer suas atividades rotineiras. A córnea normalmente tem uma forma esférica e é formada por centenas de camadas ligadas entre si por fibras de colágeno. No ceratocone essas ligações de colágeno entres as camadas da córnea se enfraquecem, levando a um afinamento e relaxamento progressivo do tecido e consequente deformação, a qual passa a ter o formato menos esférico e mais parecido com um cone (a palavra ceratocone vem do Grego – kerato: cornea; konos: cone). Diagnóstico O diagnóstico preciso da doença é obtido pelo oftalmologista usando exames de imagem, tais como, topógrafos e tomógrafos corneanos. É comum o ceratocone afetar os olhos de maneira assimétrica, ou seja, pode primeiramente ser diagnosticado em um dos olhos e somente mais tarde no outro. Fatores de Risco Fatores de risco para o ceratocone incluem: esfregar os olhos, histórico familiar desta patologia, predisposição genética, algumas desordens sistêmicas como Síndrome de Down, alergia ocular, doença do tecido conectivo e uso de lentes de contato rígidas mal adaptadas por longo período de tempo. Estudos indicam que 50% dos membros de uma mesma família podem apresentar a doença. Mas, o ceratocone também pode ocorrer sem que nenhum outro membro da família seja afetado. A doença é bilateral em 90% dos pacientes. Sintomas Nos estágios iniciais, os sintomas se assemelham com a necessidade de usar óculos. À medida que a doença progride, a visão se deteriora, a acuidade visual torna-se prejudicada em todas as distâncias e a visão noturna é muitas vezes a mais comprometida. Algumas pessoas desenvolvem fotofobia (sensibilidade a luz), cansaço visual após a leitura ou coceira nos olhos. Geralmente há pouca ou nenhuma sensação de dor. O ceratocone pode causar substancial distorção da visão, gerando sombras ou halos em torno das imagens. Tratamentos Tradicionais Até poucos anos não havia uma maneira bem sucedida de interromper a evolução do ceratocone. As lentes de contato eram usadas como tratamento temporário. O seu uso não reduz a progressão da doença e cerca de 10% a 20% dos pacientes não obtém melhora da visão com o uso das lentes. Os implantes de anéis intraestromais (anel de Ferrara) tiveram grandes avanços tecnológicos nos últimos anos, porém, apenas corrigem os erros refrativos (miopia e astigmatismo) e tem pouco efeito sobre a progressão natural do ceratocone. O transplante de córnea é a alternativa cirúrgica para tratar os casos mais avançados de ceratocone. As técnicas mais modernas desta cirurgia (transplantes parciais ou lamelares) reduziram significativamente a incidência de complicações e aumentaram as taxas de sucesso do transplante de córnea. A recuperação visual após um transplante de córnea pode levar mais de um ano e há grande possibilidade de que o paciente precise usar óculos ou lentes de contanto para ter uma boa visão. Crosslinking do Colágeno Até poucos anos não havia uma maneira bem sucedida de interromper a evolução do ceratocone. Um tratamento baseado no aumento das ligações transversais (crosslinking) do colágeno corneano, através dos raios ultravioleta A (UVA 365 mm) e da riboflavina (vitamina B2), foi lançado recentemente. Este tratamento muda as propriedades biomecânicas da córnea, aumentando sua resistência em cerca de 300% e mostrou-se capaz de deter a evolução do ceratocone em numerosos estudos em todo o mundo. O tratamento é realizado em regime cirúrgico ambulatorial e dispensa internação. Geralmente cada olho é tratado pelo oftalmologista uma única vez. O objetivo do crosslinking é reduzir ou mesmo eliminar a evolução da doença e assim, evitar a necessidade do transplante de córnea. Os pacientes podem continuar tendo a necessidade de usar óculos ou lentes de contato após o tratamento. Em certos casos, o oftalmologista poderá associar o tratamento de crosslinking com o implante de anel corneano intraestromal (anel de Ferrara). Conheça os especialistas da área: Dr. Rodrigo Thiesen Müller Dr. Rodrigo Correa da Costa Oliveira
Topografia Corneana

A córnea não é perfeitamente esférica. Suas variações de curvatura, mesmo que mínimas, influenciam diretamente a qualidade da visão e o planejamento de cirurgias refrativas. A topografia corneana realizada com o Topolyzer mapeia essas variações com alta precisão, utilizando um sistema de anéis de Plácido com 22.000 pontos projetados sobre a superfície corneana e gerando uma representação detalhada da curvatura ponto a ponto. O exame é rápido e confortável. O olho é exposto a um conjunto de anéis de luz vermelha por apenas alguns segundos, sem contato e sem desconforto. O que o exame avalia O equipamento oferece ao oftalmologista uma análise completa da córnea por meio de múltiplos recursos: mapas de aberrações, visualização em três dimensões, mapas refrativos e de elevação, índices de reconhecimento de ceratocone e dados de pupilometria. Essa última mede o diâmetro da pupila em ambientes claros e escuros, dado indispensável no planejamento de cirurgias refrativas para evitar halos e distorções no pós-operatório. O equipamento permite ainda guiar cirurgias refrativas topo-guiadas, nas quais o mapa da córnea do próprio paciente orienta a aplicação do laser com maior precisão. Indicações Agende seu exame Se você está em avaliação para cirurgia refrativa, acompanha ceratocone ou foi encaminhado para mapeamento corneano, entre em contato com o HOB e agende seu exame com nossa equipe especializada.
Microscopia Confocal

A maioria dos exames oftalmológicos avalia a córnea de fora para dentro. A microscopia confocal vai além: ela analisa todas as camadas da córnea em tempo real, sem necessidade de biópsia, permitindo um estudo detalhado de cada estrutura, da camada mais externa até a mais interna. Esse nível de detalhamento é especialmente valioso no diagnóstico de infecções corneanas de difícil identificação, como as causadas por fungos, bactérias atípicas, vírus e parasitas como a Acanthamoeba, que muitas vezes não são detectados por outros métodos. Com o diagnóstico preciso, o tratamento pode ser iniciado de forma mais direcionada e eficaz. Como é realizado O exame é realizado com o paciente posicionado em frente ao equipamento. Uma pequena sonda de contato é aproximada da superfície ocular, após aplicação de colírio anestésico, e captura imagens de alta resolução de cada camada da córnea. O procedimento é rápido e causa desconforto mínimo. Indicações Agende seu exame Se você tem sintomas persistentes nos olhos como vermelhidão, dor, sensibilidade à luz ou visão embaçada sem diagnóstico definido, a microscopia confocal pode ser a avaliação que falta. Entre em contato com o HOB e agende sua consulta com um de nossos especialistas.
Cirurgia Refrativa a Laser
A Cirurgia Refrativa a Laser usa um raio de luz para remodelar suavemente a superfície do olho (a córnea) para ajudar a melhorar a visão. A luz laser pulsa suavemente para remover uma quantidade microscópica de tecido, alterando a curvatura da córnea e possibilitando que as imagens visuais sejam melhor focalizadas na retina. Cirurgia Refrativa é aquela que corrige erros de refração, ou seja, imperfeições que afetam a visão (miopia, hipermetropia e astigmatismo). Atualmente, é realizada através de um equipamento (um sistema de laser) que emite um tipo específico de laser, o Excimer Laser. A correção da visão com laser é um procedimento cirúrgico fácil e virtualmente indolor, que dura poucos minutos. Técnicas CirúrgicasA Técnica Cirúrgica PRK começa com a remoção da camada exterior da córnea. O Oftalmologista remove esta camada com uma pequena espátula ou com uma escova rotatória. A Técnica Cirúrgica LASIK começa com a criação de um flap corneano feito com um microcerátomo. Então, o médico reposiciona sua cabeça e ativa o rastreador ocular. Ele pedirá que olhe diretamente para uma luz piscante. O laser removerá uma pequena quantidade de tecido da córnea. O rastreador seguirá os movimentos oculares e fará com que o laser continue o tratamento. É importante continuar ainda olhando para a luz piscante enquanto durar o tratamento. Depois que a cirurgia com o laser terminar, o médico colocará algumas gotas de colírio no olho. Para sua proteção e conforto, ele cobrirá o olho com uma lente de contato terapêutica na cirurgia de PRK. Em alguns casos de LASIK, também se coloca essa lente terapêutica no olho para ajudar a cicatrizar pequenas abrasões. A cirurgia é indolor, pois é aplicado o colírio anestésico, cujo efeito dura cerca de 45-60 minutos. Depois deste tempo, seus olhos podem ficar sensíveis por alguns dias. O Oftalmologista prescreverá um colírio antiinflamatório para facilitar sua recuperação. Veja abaixo o vídeo de uma cirurgia refrativa – Fonte: Alcon
Novas Lentes Esclerais para Ceratocone
Ceratocone é a córnea muito pontiaguda (curvatura da córnea muito alta), distorcendo as imagens, gerando um alto astigmatismo irregular, não corrigido com óculos, lentes gelatinosas e/ou lentes rígidas convencionais. Ressurgiram as Lentes Esclerais (lentes rígidas gás-permeáveis com alta transmissibilidade de oxigênio e umectabilidade) de tamanho grande, tendo ótimo conforto e boa adaptação. Pacientes que antes não conseguiam boa adaptação com as lentes rígidas, que eram desconfortáveis, não suportavam o uso por muito tempo. Agora com o diâmetro grande, material de alta transmissibilidade, não tocam a córnea, são confortáveis e o paciente tolera o dia inteiro. Possuem diversos tamanhos, curvaturas e diâmetros, que seu médico Oftalmologista escolherá na caixa de prova, após fará um teste e exame oftalmológico completo e analisará a córnea com avaliações complementares, para se certificar de que o paciente terá boa adaptação, conforto, tolerabilidade e boa visão. As Lentes Esclerais também são usadas para córnea com degeneração marginal pelúcida, ceratotomia radial, pós-transplante de córnea, pós LASIK, olho seco e trauma. Dr. Fernando César Ludwig é associado da SOBLEC
Lentes Intraoculares
Antigamente, a cirurgia de catarata era realizada através de uma grande incisão. Para que os pacientes voltassem a enxergar normalmente, era necessária a utilização de óculos de 13,00 graus, pois as lentes intraoculares ainda não eram utilizadas. A partir da década de 80, as lentes intraoculares se popularizaram, permitindo então a substituição do cristalino do olho por uma lente artificial. A utilização desse método atual garante que somente em alguns casos os pacientes precisam usar óculos para longe e perto, dependendo da lente intraocular que foi implantada, tornando assim a cirurgia da catarata também um procedimento refrativo. Existem vários tipos e modelos de lentes intraoculares. As lentes mais modernas são chamadas Lentes Intraoculares PREMIUM. Elas se dividem em: Lentes Monofocais Asféricas: propiciam visão para longe e após a cirurgia o paciente necessita do uso de óculos; Lentes Tóricas: corrigem até 5.00 graus do astigmatismo corneano pré-operatório; Lentes Asféricas Multifocais Difrativas e Lentes Asféricas Multifocais Difrativas Tóricas: propiciam visão para longe e para perto (em 90% dos casos, o paciente não necessita do uso de óculos ou fica menos dependente deles). O que é uma Lente Asférica?Quase toda córnea tem aberrações positivas. Uma pessoa jovem tem o cristalino com um formato que compensa estas aberrações da córnea, o que torna sua visão muito boa. Porém, com a idade, o cristalino vai se modificando e não possui mais a capacidade de corrigir aberrações corneanas, piorando assim a visão e a sensibilidade ao contraste. Com o advento das lentes asféricas, restauramos a condição óptica dos olhos jovens, comprovando que a visão é muito melhor com esta, comparada às lentes intraoculares esféricas. Além disso, estudos recentes comprovam que as lentes asféricas propiciam melhor sensibilidade ao contraste, além de aprimoramento da visão e, consequentemente, melhor qualidade de vida. Dr. Hermógenes C. S. Renuzza
Ceratocone
Ceratocone é uma doença não inflamatória progressiva que afeta a córnea, tornando-a mais fina e com formato cônico, sendo também chamado de ectasia corneana. Há influência de fatores genéticos no surgimento do ceratocone, mas em 90% dos casos a doença aparece sem nenhum histórico familiar. É muito frequente sua associação com quadros de alergia ocular, pois o fato de coçar os olhos repetidamente (característica típica da alergia) pode desencadear o desenvolvimento do ceratocone ou agravá-lo. O ceratocone também é mais comum em pacientes portadores de Síndrome de Down, Síndrome de Marfan e Prolapso da Válvula Mitral. O principal sintoma da doença é a diminuição da acuidade visual causada pelo astigmatismo irregular. Nos casos iniciais, pode-se corrigir o embaçamento visual com óculos, mas com o avançar da doença, são necessários outros recursos para a melhora da visão, tais como lentes de contato, principalmente as rígidas gás-permeáveis. O diagnóstico, geralmente feito na adolescência, é realizado quando há suspeita da presença de astigmatismo irregular, o qual é confirmado com a realização de uma Topografia Computadorizada da córnea (exame que mostra o formato e elevação da córnea). Existem 4 graus de ceratocone: I – incipiente; II – leve; III – moderado; IV – avançado. O curso da doença é bastante variável, sendo que alguns pacientes apresentam ceratocone incipiente ou leve e mantêm-se estáveis por anos, enquanto outros progridem rapidamente. Em alguns casos selecionados, temos a opção de realizar o Crosslinking. Este procedimento consiste na aplicação combinada de radiação ultravioleta e riboflavina (vitamina B2), que tem o objetivo de fortalecer as ligações covalentes entre as fibras de colágeno presentes na córnea, evitando a progressão da doença. Quando há falha do tratamento clínico, as possibilidades cirúrgicas são implante de anel intraestromal e, nos casos mais avançados, transplante de córnea, que pode ser total (transplante penetrante) ou parcial (transplante lamelar anterior profundo). Drª. Larissa Carolina Bauer Koerich