Os efeitos da luz azul em nossos olhos

Nos últimos anos, a luz azul se tornou um tema recorrente nas conversas sobre saúde ocular, principalmente com o aumento do tempo que passamos diante de telas. Celulares, computadores, televisores e tablets são hoje parte do nosso dia a dia, mas pouca gente entende como essa exposição constante afeta os olhos e o que realmente é mito ou verdade sobre o assunto. Vamos explicar de forma clara o que é a luz azul, de onde ela vem, quais são seus efeitos sobre a visão e como podemos nos proteger de forma inteligente. Continue lendo para entender mais! O que é a luz azul? A luz azul faz parte do espectro visível da luz — a mesma que enxergamos no arco-íris. Ela está presente na luz solar, mas também é emitida por fontes artificiais, como: Telas de celulares, computadores e televisores Lâmpadas de LED e fluorescentes Monitores e dispositivos digitais em geral Ou seja: estamos cercados por ela o tempo todo. A luz azul é uma luz de alta energia e curto comprimento de onda. Isso significa que ela carrega mais energia do que outras cores visíveis e, por isso, penetra mais profundamente nos olhos, atingindo diretamente a retina, que é a camada responsável por transformar a luz em impulsos nervosos que o cérebro interpreta como imagem. Quando a luz azul é natural e quando se torna um problema Nem toda luz azul é ruim. Durante o dia, a luz azul natural do sol ajuda a regular nosso ritmo circadiano, o “relógio biológico” que controla o sono, o humor e a atenção. Ela é fundamental para manter o corpo desperto e ativo. O problema está na exposição artificial e prolongada, especialmente à noite. O uso intenso de telas e iluminação LED em ambientes fechados altera o equilíbrio natural da luz que nossos olhos recebem, e é aí que começam os efeitos negativos. Efeitos da luz azul nos olhos A exposição excessiva à luz azul pode provocar uma série de sintomas e, a longo prazo, estar associada a danos mais sérios: Cansaço visual digital O sintoma mais comum é o cansaço ocular, ou “astenopia digital”. Olhos secos, ardência, visão turva e dores de cabeça após longos períodos em frente ao computador são sinais típicos. Isso ocorre porque a luz azul dispersa mais facilmente dentro do olho, forçando o foco constante e diminuindo a lubrificação natural. Alteração do sono A luz azul emitida por telas inibe a produção de melatonina, o hormônio do sono. Por isso, o uso do celular à noite pode atrasar o sono e piorar sua qualidade, afetando o descanso e o bem-estar geral. Potencial dano à retina Alguns estudos sugerem que a exposição crônica à luz azul pode causar estresse oxidativo nas células da retina, especialmente na região da mácula, que é responsável pela visão central e detalhada. Isso levanta a hipótese de que, ao longo de muitos anos, o excesso de luz azul artificial possa contribuir para o envelhecimento precoce da retina e para doenças como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Desconforto e sensibilidade Muitas pessoas relatam fotofobia (sensibilidade aumentada à luz) e irritação ocular após horas diante de telas. Isso é agravado por ambientes secos, ar-condicionado e falta de pausas regulares. Em quanto tempo a luz azul começa a causar problemas? Os efeitos a curto prazo (como cansaço, irritação e dificuldade para dormir) podem surgir ainda no mesmo dia após longas horas de exposição. Já os efeitos cumulativos, como o estresse oxidativo nas células da retina, são de longo prazo e dependem da intensidade e da duração da exposição, variando de pessoa para pessoa. Não há um tempo exato, mas quanto mais anos de exposição sem proteção, maior o risco futuro. Como se proteger da luz azul Apesar dos problemas causados pela luz azul, é possível se proteger sem abrir mão da tecnologia: Siga a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhe para algo a 20 metros de distância por 20 segundos. Use filtros de luz azul em telas (função “modo noturno” ou “filtro de conforto visual”). Óculos com filtro para luz azul podem ajudar em casos de uso prolongado. Evite telas antes de dormir, especialmente no escuro. Mantenha a lubrificação ocular, com lágrimas artificiais, se necessário. Porém, somente utilize colírios quando recomendado por um oftalmologista. Acompanhe com um oftalmologista, especialmente se trabalha muitas horas em frente a telas. A luz azul faz parte do nosso cotidiano, mas o uso excessivo de dispositivos digitais e iluminação artificial exige cuidado. Proteger seus olhos hoje é garantir uma visão mais saudável amanhã. Moderação, pausas e acompanhamento oftalmológico são as melhores defesas. Caso os sintomas se tornem recorrentes ou muito incômodos, consulte um oftalmologista de sua confiança para aprimorar os cuidados com seus olhos.
Como a cirurgia a laser revolucionou a oftalmologia

A tecnologia a laser tem sido um divisor de águas no campo da oftalmologia, oferecendo novos horizontes para o tratamento de doenças oculares. Desde a correção de erros refrativos até o tratamento avançado de glaucoma e catarata, as cirurgias a laser estão permitindo procedimentos mais seguros, rápidos e menos invasivos. Neste post, vamos explorar como os tratamentos a laser estão sendo utilizados para melhorar a visão e a qualidade de vida dos pacientes. Correção de erros refrativos: LASIK e PRK A cirurgia refrativa a laser, incluindo procedimentos populares como LASIK (Laser-Assisted In Situ Keratomileusis) e PRK (Photorefractive Keratectomy), utiliza lasers precisos para remodelar a córnea e corrigir erros refrativos como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Esses métodos são ideais para quem não se acostumou ou cansou de usar óculos e lentes de contato, proporcionando resultados duradouros e melhorando significativamente a visão dos pacientes. Porém, nem todos os pacientes são elegíveis para realizar a cirurgia corretiva. Caso seja de seu interesse, converse com um oftalmologista para entender os requisitos e saber se você pode corrigir erros refrativos em seus olhos. Tratamento de catarata com laser O uso de lasers no tratamento da catarata tem revolucionado essa cirurgia comum. A facoemulsificação assistida por laser permite que os cirurgiões removam a catarata de forma mais precisa e com menos trauma para o olho do que os métodos tradicionais. Isso resulta em uma recuperação mais rápida e uma melhora significativa na visão. Gerenciamento do glaucoma com tratamentos a laser O tratamento a laser para glaucoma, como a trabeculoplastia a laser seletiva (SLT), é uma maneira eficaz de reduzir a pressão intraocular sem a necessidade de cirurgia invasiva. O laser é usado para melhorar o fluxo do fluido ocular, ajudando a prevenir danos ao nervo óptico e a perda de visão associada ao glaucoma. Terapia fotodinâmica para degeneração macular A terapia fotodinâmica (PDT) utiliza laser de baixa energia em combinação com um medicamento fotossensível para tratar formas específicas de degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Este tratamento ajuda a selar vasos sanguíneos anormais sob a retina, retardando a perda de visão causada pela DMRI úmida. Vantagens da tecnologia a laser Antigamente, os procedimentos oculares eram feitos de forma manual, exigindo muito mais tempo, tanto dos médicos quanto de recuperação. Agora, com a precisão do laser, a duração da cirurgia é drasticamente reduzida, e em sua maioria, os pacientes voltam para casa no mesmo dia da operação. Mas as vantagens de se utilizar o laser nas cirurgias oculares vão além. Com o uso do laser, os resultados para o paciente são melhores e mais duradouros, proporcionando melhor qualidade de vida. Outro ponto relevante é a redução no risco de infecções e complicações cirúrgicas. Todas essas vantagens fazem com que o uso da tecnologia a laser seja cada vez mais impactante e relevante para a oftalmologia. A tecnologia a laser é o presente e o futuro da oftalmologia A tecnologia a laser está estabelecendo novos padrões para o tratamento de doenças oculares, trazendo inovações que tornam os procedimentos oftalmológicos mais seguros, rápidos e eficazes. Com a evolução contínua dessa tecnologia, o futuro do cuidado ocular promete ainda mais avanços que podem literalmente transformar a maneira como vemos o mundo. Se você está considerando um tratamento ocular e quer saber mais sobre como a tecnologia a laser pode beneficiar sua visão, entre em contato com seu oftalmologista de confiança e converse sobre as possibilidades de tratamento para seu caso. É importante ressaltar que não são todas as doenças que podem ser tratadas com laser, nem todos os pacientes estão aptos a operar desta forma. Cada quadro precisa ser analisado com cuidado, para que o oftalmologista determine o melhor tratamento.
Quais são as doenças de visão mais comuns em idosos?

Existem diversas doenças de visão que surgem com o passar da idade. À medida que envelhecemos, nossa visão naturalmente sofre alterações, aumentando o risco de vários problemas oculares. Este post aborda as condições de visão mais prevalentes entre os idosos. Entenda como identificar sinais de alerta, quais as opções de tratamento disponíveis e medidas preventivas para manter a saúde ocular na terceira idade. Principais doenças de visão em idosos É comum o surgimento de doenças de visão após uma certa idade. Confira a seguir quais são as principais delas. Catarata Catarata é a opacificação do cristalino do olho, que normalmente é transparente. Os sintomas incluem visão embaçada, sensibilidade à luz, halos ao redor das luzes e cores que parecem desbotadas. A catarata é uma doença comum em idosos, já que o cristalino perde sua transparência com o passar dos anos. A principal forma de tratamento é a cirurgia, na qual o cristalino opaco é removido e substituído por uma lente artificial. Embora a catarata seja frequentemente relacionada ao envelhecimento, proteger os olhos da exposição excessiva ao sol e manter uma dieta rica em antioxidantes podem ajudar a retardar seu desenvolvimento. Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) A DMRI afeta a mácula, parte da retina responsável pela visão central clara, crucial para atividades como leitura e reconhecimento de rostos. Os sintomas incluem um ponto cego no centro da visão e distorção de linhas retas. O tratamento para a degeneração macular pode incluir medicamentos para reduzir o crescimento de vasos sanguíneos anormais sob a retina, terapia a laser e vitaminas específicas para desacelerar a progressão da doença. Não fumar, manter uma dieta equilibrada rica em verduras de folhas escuras e peixes, e controlar outras condições de saúde são cruciais para a prevenção da DMRI. Glaucoma O glaucoma é uma doença que danifica o nervo óptico, geralmente devido ao aumento da pressão dentro do olho. Muitas vezes não apresenta sintomas nas fases iniciais, mas quando não tratada, leva à perda de visão periférica e, eventualmente, à cegueira. O tratamento de glaucoma inclui colírios para reduzir a pressão ocular, medicamentos orais e, em alguns casos, cirurgia para melhorar o escoamento do fluido ocular. Exames regulares são essenciais, pois o glaucoma é frequentemente descoberto em estágios avançados. Manter um peso saudável e controlar a pressão arterial também são medidas preventivas importantes. Presbiopia Presbiopia é a perda gradual da capacidade de ver objetos próximos claramente, uma parte natural do envelhecimento que geralmente começa por volta dos 40 anos. Sintomas incluem a necessidade de afastar objetos para ler claramente. A presbiopia também é conhecida como vista cansada. Óculos de leitura, lentes bifocais ou progressivas, e em alguns casos, cirurgia refrativa ou lentes intraoculares são algumas maneiras de contornar os efeitos da vista cansada. Embora a presbiopia não possa ser prevenida, seu impacto pode ser gerenciado com a correção visual apropriada e ajustes no ambiente de leitura para maior conforto. É possível evitar as doenças de visão? Doenças de visão ligadas ao envelhecimento são naturais e, portanto, não é possível evitá-las. O que podemos fazer é prevenir e retardar seu aparecimento, ainda que eventualmente elas apareçam. Contudo, é importante conhecer quais são os problemas mais comuns, para que o diagnóstico aconteça ainda no início, com os primeiros sintomas. Assim como em outras doenças, o diagnóstico precoce melhora o prognóstico de um paciente. É crucial entender e identificar os sinais de doenças de visão comuns em idosos para manter uma boa qualidade de vida à medida que envelhecemos. Com tratamentos eficazes disponíveis e medidas preventivas práticas, é possível proteger sua visão contra o impacto dessas condições prevalentes. Não negligencie sua visão à medida que envelhece. Agende um exame oftalmológico regularmente e discuta qualquer preocupação visual com seu oftalmologista. Prevenir é sempre o melhor remédio!
29.09 Dia Mundial da Retina. Conheça as doenças da retina que impactam a visão

29.09 | Dia Mundial da Retina. O dia 29 de setembro é uma data importante dedicada para a conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde dos olhos e alerta acerca das doenças da retina que impactam a visão. Saiba um pouco mais sobre as doenças da Retina: DMRI, Retinopatia Diabética e Descolamento de Retina. Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) A DMRI pode ocorrer em duas formas: seca ou exsudativa. Em relação à forma seca, ainda não temos tratamento efetivo, enquanto que a forma exsudativa tratamos com terapia antiangiogênica. Nos estágios iniciais, a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) não apresenta sintomas. Por isso, cerca de 80% das pessoas diagnosticadas já apresentam a doença em estágio avançado, o que dificulta a realização do tratamento efetivo. A doença compromete a mácula, responsável pela visão de detalhes e cores, e produz uma mancha que prejudica a visão central. Os sintomas são visão turva, dificuldade de enxergar em luz baixa, visão distorcida e pontos pretos no campo de visão. Retinopatia Diabética Hoje, em torno de 17 milhões de brasileiros têm diabetes, correspondendo a 11% da população. A retinopatia diabética atinge mais de 75% dos diabéticos com mais de 20 anos que desenvolvem a doença. Ela ocorre quando o diabetes causa lesão na retina, que é uma camada presente no fundo do olho responsável pela visão de cores e detalhes. Os sintomas variam de acordo com o estágio da doença, sendo os mais frequentes visão borrada, percepção de pequenas “moscas” voando e perda repentina da visão. Se a retinopatia diabética for diagnosticada em fase inicial, pode ser tratada com grande sucesso. O tratamento consiste em uso de terapia antiangiogênica intraocular, implante de esteroides intraocular, fotocoagulação a laser e cirurgia de vitrectomia pars plana. Descolamento de Retina O descolamento da retina é uma urgência médica. Se não tratado rapidamente, pode evoluir para perda total da visão. Pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum em pacientes com alta miopia, além de trauma nos olhos, na face ou na cabeça, diabetes descompensado, tumores, processos inflamatórios, histórico familiar da doença e degeneração do vítreo própria do envelhecimento. A retina é uma membrana muito fina, flexível e delicada que reveste a superfície interna da parte posterior do globo ocular. Nela existem receptores fotossensíveis que convertem a imagem luminosa advinda do exterior em impulsos elétricos que, através do nervo ótico, são enviados para área do cérebro em que se processa a visão. Fique atento à saúde dos seu olhos. Agende sua consulta pelo WhatsApp (47) 3322.5000. Publicação: 29.09.2022
Abril Marrom, saiba mais sobre a Catarata, Glaucoma, DMRI e fique de olho na sua saúde ocular

Abril Marrom, mês destinado à conscientização sobre a importância da prevenção e combate às diversas causas de cegueira.⠀⠀Você sabia?⠀⠀Catarata Cerca de 12 milhões. Essa é a quantidade de casos de cegueira por consequência da catarata em todo o mundo. Segundo dados do IAPB (Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira), a doença é a maior causa de cegueira, configurando 25.81% dos casos. No Brasil, estima-se que existam aproximadamente 350.000 cegos por catarata. Ocorre que parte considerável desses casos poderiam ser evitados através do diagnóstico correto e intervenção médica. A boa notícia é que o quadro de baixa visão e cegueira causado pela doença pode ser revertido através da cirurgia. Glaucoma O glaucoma é uma das principais causas da baixa visão e cegueira no mundo. O glaucoma ocorre, em muitos casos, devido ao aumento de pressão dentro do olho, o que causa danos ao nervo óptico, que conecta nossos olhos ao nosso cérebro. Projeções do IAPB (Agência Internacional de Prevenção à Cegueira) indicavam, em 2015, que, até 2022 – 3,2 milhões de pessoas ficarão cegas devido ao glaucoma. Para evitar a cegueira provocada pelo glaucoma, é muito importante visitar regularmente um médico oftalmologista. DMRI Algumas doenças com potencial risco para a visão atingem, predominantemente, a terceira idade. A degeneração macular relacionada à idade – DMRI – é uma delas. A doença é causada pela degeneração da mácula, estrutura localizada na parte posterior do olho e responsável pela visão central. Responsável por 8,7% de toda a cegueira devido a doenças oculares, ela atinge em torno de 3.000.000 de pessoas e a tendência é que esse número aumente como consequência do envelhecimento da população, devendo dobrar em alguns anos. Agende uma consulta através do WhatsApp (47) 3322.5000 e fique em dia com sua saúde ocular. Fonte: vejabem.org.br Publicação: 20.04.2022
14.10 | Dia Mundial da Visão

A sua saúde ocular merece cuidados especiais. Você sabia? As três principais causas de cegueira no mundo e no Brasil são doenças que acometem, sobretudo, os idosos: catarata, glaucoma e Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). Mas, a retinopatia diabética também merece atenção. Essas doenças podem ser tratadas quando diagnosticadas precocemente De acordo com o Relatório Mundial sobre Visão publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, globalmente, pelo menos 2,2 bilhões de pessoas teriam uma deficiência visual ou cegueira, das quais pelo menos 1 bilhão delas têm uma deficiência visual que poderia ter sido evitada ou não receberam o tratamento adequado. O levantamento também constatou que o envelhecimento da população, a mudança de estilo de vida e o acesso limitado à assistência oftalmológica, principalmente em países de baixa e média renda, estão entre os principais fatores para o crescimento do número de pessoas que vivem com deficiência visual. Segundo o relatório “As condições de saúde ocular no Brasil – 2019”, publicado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a estimativa, baseada em índices do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de que cerca de 1,6 milhão de pessoas sejam cegas no país. O documento afirma ainda que é possível considerar que o Brasil tenha cerca de 26 mil crianças cegas por doenças oculares que poderiam ter sido evitadas ou tratadas precocemente. Realizar um acompanhamento adequado com o seu médico oftalmologista de confiança desde os primeiros anos de vida é fundamental para manter a saúde ocular em dia e prevenir possíveis doenças oculares. Fique de olho na sua saúde ocular. Agende uma consulta através do WhatsApp (47) 3322.5000. Fonte: https://www.vejabem.org/uploads/arquivos/1625060896-5.PDF Publicação: 14.10.2021
Abril Marrom: Você está cuidando bem da sua saúde ocular?

O Hospital de Olhos de Blumenau abraça a causa do Abril Marrom. O mês é destinado à conscientização sobre a importância da prevenção e combate às diversas causas de cegueira. Atualmente, estima-se que a cegueira afete 39 milhões de pessoas em todo o mundo e que 246 milhões sofram de perda moderada ou severa da visão. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e constam no recente documento “As Condições da Saúde Ocular no Brasil 2019”, elaborado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Uma boa notícia é que o CBO garante que cerca de 74,8% dos casos de cegueira e deficiência visual podem ser prevenidas ou curadas. As consultas de rotina com um médico oftalmologista são fundamentais para a prevenção de tratamento de doenças como o glaucoma, a degeneração macular avançada e a retinopatia diabética, entre outras. Durante esse mês de abril você conhecerá quais as principais doenças que podem prejudicar a sua visão. Fique de olho nas nossas redes sociais e nosso site hob.med.br. Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-48634186 >> Você sabe o que é GLAUCOMA? Glaucoma é uma doença ocular causada principalmente pela elevação da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, comprometimento visual. Se não for tratado adequadamente, pode levar à cegueira. ⠀Há vários tipos, o glaucoma crônico simples ou glaucoma de ângulo aberto, que representa mais ou menos 80% dos casos, incide nas pessoas acima de 40 anos e pode ser assintomático. Ele é causado por uma alteração anatômica na região do ângulo da câmara anterior, que impede a saída do humor aquoso e aumenta a pressão intraocular. ⠀Glaucoma de ângulo abertoNesta forma o líquido não drena adequadamente para fora do interior do olho, o que faz aumentar a pressão ocular reduzindo gradualmente a qualidade da visão. Isto pode ocorrer ao longo de um período de tempo prolongado por isso pode ser difícil de detectar a menos que tenha consultas agendadas para diagnóstico de glaucoma. ⠀Glaucoma de ângulo fechadoNovamente, o olho não drena adequadamente porque os canais estão bloqueados. A diferença nesta forma é que a íris do olho não se abre tanto quanto deveria. A pressão ocular ocorre muito mais rapidamente. Quanto isto acontece pode sentir enxaquecas intensas e náuseas, o que exige atenção médica imediata. Apesar de ainda não existir cura para o glaucoma, este pode ser controlado e tratado. Tal como muitas doenças, é muito importante detectar o problema cedo. Certifique-se de ir ao oftalmologista regularmente mesmo que se sinta bem. Fonte: Sociedade Brasileira de Glaucoma – SBG >> O que é DMRI? A Degeneração Macular Relacionada à Idade, mais conhecida pelas iniciais DMRI, é uma doença que afeta a área central da retina (mácula). Esta degeneração, como diz o nome, ocorre por conta da idade e costuma aparecer após os 60 anos. É considerada uma das principais causas de cegueira entre as pessoas da melhor idade. A DMRI é caracterizada pelo surgimento de uma mancha (mancha central), que ocasiona uma baixa visão nesta área e dificulta diversas atividades, como a leitura. A grande maioria (90%) dos casos de degeneração macular é classificada como DMRI seca ou não-exsudativa. Nesta forma, considerada mais branda, a degeneração da mácula ocorre de forma mais lenta. Os outros 10% são da forma mais severa conhecida como exsudativa. A DMRI exsudativa é caracterizada pelo desenvolvimento de vasos sanguíneos anormais sob a retina, o que leva a uma perda rápida e irreversível da visão. Essa forma é a principal responsável pela grande perda visual central dos casos de degeneração macular. Embora os danos à visão central causados pela DMRI sejam irreversíveis, sabe-se que o diagnóstico precoce e os cuidados com a saúde dos olhos podem ajudar a controlar alguns efeitos da degeneração macular. Portanto, se você notou alguma alteração na visão central, tem pessoas na família que sofrem de DMRI ou mais de 50 anos de idade, faça os exames que detectam a doença e visite regularmente um oftalmologista. >> O que é RETINOPATIA DIABÉTICA? A retinopatia diabética se caracteriza pelo acúmulo de açúcar nos vasos sanguíneos que irrigam a retina. Este acúmulo vai aos poucos deteriorando as células, que ficam mais permeáveis e acabam formando edemas na retina. Além disso, ocorre acúmulo de material na parede dos vasos, levando a um bloqueio da passagem de sangue até que ocorra um vazamento (hemorragia). Tais lesões podem levar à distorção das imagens captadas pela retina, que é a parte do olho responsável pela captação da imagem e seu envio ao cérebro. É importante, portanto, que o paciente de diabetes se conscientize de que a retinopatia é hoje a maior causa de cegueira na população adulta. Estima-se que 90% dos pacientes de diabetes tipo 1 e 60% dos pacientes do tipo 2 devem desenvolver a retinopatia diabética ao longo da vida. Vale lembrar ainda que não se trata de uma doença ligada à idade. A retinopatia atinge também adolescentes e adultos jovens, caso eles não controlem bem a taxa glicêmica. >> Todo diabético tem mesmo o risco de perda visual? Infelizmente, a resposta para a pergunta é sim. Todo o paciente de diabetes mellitus (o nome completo do diabetes) precisa ficar muito atento em relação à saúde dos olhos, já que a doença provoca risco de perda visual. Para minimizar ao máximo este risco, é preciso adotar duas medidas fundamentais: controlar os níveis glicêmicos e fazer visitas regulares ao oftalmologista. A grande inimiga dos olhos do diabético é mesmo é a Retinopatia Diabética. Esta doença pode atingir tanto pacientes de diabetes tipo 1 quanto de tipo 2, independentemente da idade. Ela surge quando os pequenos vasos sanguíneos que irrigam a retina passam a ficar danificados por conta do acúmulo de açúcar no sangue, provocando edemas e hemorragias na retina. A visão fica distorcida, borrada, com surgimento de pontos escuros e flutuantes. Os pacientes acometidos de Retinopatia Diabética podem apresentar ainda o Edema Macular Diabético. Este desenvolvimento da doença prejudica uma parte “nobre” da retina, conhecida como mácula, que é responsável pela visão central e pela identificação das
Eletrorretinograma

A retina é a estrutura responsável por captar as imagens que chegam aos olhos e transformá-las em sinais elétricos enviados ao cérebro. Qualquer comprometimento em suas camadas pode afetar diretamente a qualidade da visão, nem sempre de forma perceptível nas fases iniciais. O eletrorretinograma investiga a função da retina em todas as suas camadas, avaliando como ela responde aos estímulos visuais. É um exame de grande valor tanto na avaliação preventiva quanto no acompanhamento prognóstico de doenças retinianas. O exame tem papel importante na investigação de doenças sistêmicas como diabetes e hipertensão arterial, permitindo avaliar o impacto dessas condições sobre a função da retina antes que alterações mais graves se instalem. É também ferramenta relevante na investigação da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e na avaliação da visão subnormal. Indicações Agende seu exame Se você foi encaminhado para o eletrorretinograma ou tem diabetes, hipertensão e ainda não avaliou o impacto dessas condições na sua visão, entre em contato com o HOB.