Tomografia de Segmento Anterior

Antes de qualquer cirurgia ocular, conhecer em detalhe as estruturas do segmento anterior do olho é fundamental para um planejamento seguro. A tomografia de segmento anterior realiza essa análise por meio de imagens de alta resolução da córnea, da íris e do cristalino, fornecendo ao cirurgião informações que exames convencionais não oferecem. O exame estuda a topografia corneana por meio de mapas de elevação anterior e posterior e do mapa paquimétrico, que determina a espessura da córnea do centro até a periferia. Realiza também medidas da profundidade da câmara anterior e do ângulo iridocorneano, permitindo avaliar o posicionamento de lentes intraoculares e identificar alterações estruturais relevantes para o planejamento cirúrgico. Indicações Agende seu exame Se você está em avaliação para cirurgia refrativa ou de catarata, ou acompanha ceratocone ou glaucoma, entre em contato com o HOB e agende seu exame com nossa equipe especializada.

Retina: novos tratamentos melhoram a visão em doenças graves

Pacientes com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), Retinopatia Diabética e Doenças Vasculares da Retina (entre elas trombose da veia central / ramo de veia da retina) enfrentam grandes dificuldades no que diz respeito a tratamentos efetivos.

Teste de Sobrecarga Hídrica (Teste provocativo para glaucoma)

A pressão intraocular varia ao longo do dia e nem sempre está elevada no momento da consulta. Em alguns casos de glaucoma, os picos de pressão acontecem em horários específicos e passam despercebidos nas medições de rotina. O teste de sobrecarga hídrica foi desenvolvido para investigar exatamente esse comportamento. O teste consiste na medição da pressão intraocular após a ingestão de um litro de água. A sobrecarga hídrica provoca uma elevação transitória da pressão do olho, e a forma como cada olho responde e se recupera dessa elevação fornece informações importantes sobre sua capacidade de drenagem. O pico de pressão obtido durante o teste se correlaciona com o pico que ocorre naturalmente ao longo das 24 horas do dia, sem necessidade de internação do paciente. É um exame simples, realizado em regime ambulatorial, e indicado para o diagnóstico e o acompanhamento de casos selecionados de glaucoma. Indicações Agende seu exame Se você está em investigação para glaucoma ou acompanha a doença e foi encaminhado para este teste, entre em contato com o HOB. Nossa equipe orienta sobre o preparo e agenda seu exame com agilidade.

O que é Uveíte?

Uveíte é uma inflamação da parte dos olhos que acomete o trato uveal, que é composto por: íris (estrutura que dá cor aos olhos), corpo ciliar e coroide (composto basicamente por vasos sanguíneos). Quando ocorre o acometimento inflamatório de uma destas estruturas ou o conjunto das mesmas, denomina-se uveíte. As causas de inflamação do trato uveal podem ser: traumáticas, infecciosas, tumorais e autoimunes. Lacerações corneanas, perfuração ocular, queimaduras químicas e físicas e corpos estranhos intraoculares são exemplos de uveítes traumáticas. Dentre as causas infecciosas, a toxoplasmose destaca-se como a de maior incidência em nosso meio. Metástases ou tumores primários oculares são responsáveis pelas uveítes tumorais ou síndromes de mascaramento. Doenças sistêmicas como artrite reumatóide juvenil, espondiloartropatia soro-negativas, doença de Behçet e outras doenças imunes são etiologias de uveítes autoimunes. O principal sinal de uma uveíte é o olho vermelho, devido ao processo inflamatório – mas pode não acontecer em todos os casos. Inicialmente, o paciente com uveíte pode visualizar pequenos pontos que se movimentam de acordo com a posição do olho, e estes, com a incidência da luz formam pequenas sombras flutuantes na retina, sendo chamados de moscas volantes. Se ocorrer aumento progressivo destas moscas volantes, pode ser um sintoma indicativo de atividade inflamatória. O embaçamento visual e a dor também são sintomas de uveíte. A realização do diagnóstico é o primeiro passo para o tratamento das uveítes. A partir disso traça-se o esquema terapêutico. O tratamento pode ser feito com colírios, medicamentos orais e/ou endovenosos. Em alguns casos, devido ao agente etiológico e a gravidade da inflamação, realiza-se tratamento em regime hospitalar com a internação do paciente e administração de medicamentos. As uveítes são doenças inflamatórias oculares que podem levar à baixa visual e à cegueira quando não tratadas. Podem causar cegueira devido às complicações ocasionadas pelo processo inflamatório que podem acarretar um desarranjo arquitetônico das estruturas intraoculares, levando a uma baixa visual reversível ou irreversível. Catarata, glaucoma, descolamento de retina, membranas retinianas, atrofia óptica, oclusões vasculares e atrofia de globo ocular são exemplos de complicações causadas por uveítes. Essa inflamação acomete indivíduos de qualquer idade, sexo e classe social. O diagnóstico é de essencial importância para o tratamento e prevenção das crises de uveítes. Em casos de olho vermelho, dor, moscas volantes e embaçamento visual, procure seu oftalmologista. Lembre- se: as uveítes têm tratamento, quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o prognóstico.   Dr. Cristiano Coelho Ludvig é especialista em Uveítes

Cuidado com o Glaucoma

O Glaucoma é uma doença degenerativa que afeta de 1 a 2% da população mundial e é a segunda principal causa de cegueira no mundo, segundo informações da Organização Mundial de Saúde (OMS). A herança familiar tem um papel importante no desenvolvimento da doença em sua forma primária e familiares de paciente com glaucoma devem ficar atentos e informar seu médico a respeito desta condição. O diagnóstico do glaucoma é feito exclusivamente pelo oftalmologista, que reúne todas as informações de seu paciente para confirmar ou descartar a suspeita da doença. O exame cuidadoso, com aferição da pressão intraocular, é importante para que qualquer suspeita de glaucoma seja investigada. Campanhas atuais da Sociedade Brasileira de Glaucoma têm alertado a população acima de 40 anos – grupo etário no qual a incidência de glaucoma pode até dobrar – para a importância da consulta oftalmológica anual. O glaucoma não tem cura, mas tem controle, ou seja, pode permanecer estável durante anos. No entanto, a ausência de um diagnóstico preciso e o tratamento ineficaz podem levar à cegueira irreversível. O paciente portador de glaucoma deve ser acompanhado com frequência e submetido a exames periódicos. Também deve estar muito bem informado sobre a própria doença e deve tirar todas as suas dúvidas com o seu médico. O desconhecimento sobre o diagnóstico e sobre a gravidade da doença podem comprometer o tratamento. Os sites da Sociedade Brasileira de Glaucoma (www.sbglaucoma.com.br), da ABRAG – Associação Brasileira de Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma (www.abrag.com.br) e o site www.cuidadocomoglaucoma.com.br trazem atualizações, informações e conteúdos educativos sobre o glaucoma, permitindo ao paciente glaucomatoso tirar dúvidas e manter-se informado sobre a própria doença. Se você tem mais de 40 anos ou tem alguém na família que é portador de glaucoma, consulte seu oftalmologista. Preserve sua visão.   Drª. Elise Vivan Taniguchi Müller

Baixa Visão

A baixa visão é uma causa comum de deficiência física. Não é uma condição isolada, podendo resultar de diversas causas. Os inúmeros avanços da Medicina no século XX permitiram melhorar a visão de muitos pacientes e torná-los portadores de baixa visão, o que previamente os teria levado à completa cegueira. As causas mais comuns de baixa visão são a degeneração macular, a retinopatia diabética e o glaucoma. Desta forma, pode-se esperar um aumento dos casos de baixa visão à medida que a população envelhece. Considera-se que mais de dois terços dos pacientes com baixa visão são maiores de 65 anos.   Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Uso de colírios não é recomendado sem avaliação do oftalmologista

Não é recomendável o uso de colírios sem a avaliação prévia do oftalmologista, que pode encontrar a causa da irritação e fazer um tratamento apropriado. Muitos colírios descongestionantes contêm drogas vasoconstritoras que “branqueiam” o olho, mas o efeito é curto e não curativo. Logo, ocorre vasodilatação, o olho fica vermelho e a pessoa pode querer pingar mais gotas, gerando assim um costume à medicação. Além disso, poderia desencadear glaucoma agudo nos pacientes predispostos.   Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Glaucoma Infantil

Com menor frequência do que nos adultos, as crianças também podem ser afetadas pelo glaucoma. Os bebês com glaucoma congênito podem apresentar: “lacrimejamento”, fotofobia e blesfarospasmos. Como o globo ocular das crianças é elástico, ele pode aumentar devido à pressão intraocular elevada, dando a aparência de olhos grandes e bonitos (é como se a pressão intraocular “inchasse” o olho). É aconselhável que as crianças sejam submetidas a uma avaliação oftalmológica.   Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Olho Vermelho

Causas mais comuns de olho vermelho: conjuntivite, úlcera de córnea, glaucoma agudo, uveíte anterior, hemorragia subconjuntival. Outras causas comuns de olho vermelho (hiperemia crônica) são: conjuntivite irritativa, medicamentosa, alérgica, olho seco, oclusão palpebral incompleta, uso inadequado de lentes de contato, triquiase, lagoftalmo, diminuição das horas de sono, alcoolismo ou uso de drogas, exoftalmo, meibomite e blefarite. Aspectos importantes para o diagnóstico diferencial: a conjuntiva, quando estimulada (inflamação ou infecção), produz secreção que será aquosa nos casos de irritação e nas infecções por adenovírus, será mucosa nos casos de alterações crônicas e mucopurulentas (amareladas) em casos de conjuntivite bacteriana. Exceção faz-se à conjuntivite gonócica que é purulenta (amarelo forte). Nos casos de glaucoma agudo, midríase, ou na uveíte anterior, miose, a pupila estará modificada. No entanto, ela não se modifica quando ocorrerem alterações da conjuntiva ou da córnea. As conjuntivites têm uma tendência a ser bilaterais e os casos de glaucoma agudo, uveítes anteriores e úlceras de córnea são quase sempre unilaterais. A córnea, principalmente sua área central, é muito inervada, seus nervos têm terminações situadas bem superficialmente, desta forma, qualquer lesão que rompa o epitélio, produz dor. A conjuntiva tem muito menos inervação do que a córnea, e a resposta à agressão geralmente provoca um desconforto anunciado com sensação de areia nos olhos. A acuidade visual estará alterada, toda vez que houver diminuição da transparência da área central da córnea e do trajeto que a luz faz para chegar até a retina. Assim, alteram a visão: úlceras de córnea, principalmente localizadas no centro da córnea, uveítes anteriores e o glaucoma agudo.   Dr. Hermógenes C. S. Renuzza