Cirurgia de Catarata sob anestesia tópica
Não há mais necessidade de suspender anticoagulantes A catarata é um turvamento progressivo do cristalino (lente natural do olho), interferindo na absorção da luz que chega à retina, provocando diminuição da visão. Não existem medicamentos que possam reverter a catarata, a melhor solução é a cirurgia. No método tradicional de anestesia, uma injeção é realizada próximo ao globo ocular (anestesia peribulbar), o que provoca paralisia da musculatura e anestesia do nervo óptico, fazendo com que seja necessário uso de curativo até o dia seguinte após a cirurgia. Dentre as principais complicações relacionadas a este tipo de técnica temos a hemorragia retrobulbar, paralisia ou paresia da musculatura palpebral e ocular, além de lesão química direta da inervação associada ao anestésico. Com o avanço das técnicas de anestesia, hoje existe a possibilidade de realizar a cirurgia sem injeção ao redor do olho (anestesia tópica), utilizando colírios anestésicos e sedativos endovenosos. Estes são usados antes da cirurgia de maneira que o paciente não tenha desconforto, e ao acordar, já consiga ter alguma visão. Não é necessário ocluir o olho com tampão e o uso dos colírios anti-inflamatórios já é feito imediatamente após a cirurgia, possibilitando uma rápida recuperação. A anestesia tópica é a técnica mais indicada em pacientes em uso de anticoagulantes orais (geralmente usados após casos de infartos, derrames ou tromboses), pois estes devem ser suspensos no caso da anestesia peribulbar, já que a hemorragia peribulbar e possível perda da visão é um risco. Na anestesia tópica isso não é necessário, os medicamentos podem (e DEVEM) ser utilizados normalmente, e uma avaliação com o anestesiologista antes da cirurgia vai determinar melhor essa possibilidade, o que leva à maior segurança e conforto para o paciente. Dr. Luiz Felipe Hagemann Veja abaixo o vídeo de uma cirurgia de catarata com anestesia tópica – Fonte: http://www.youtube.com/
O que é Uveíte?
Uveíte é uma inflamação da parte dos olhos que acomete o trato uveal, que é composto por: íris (estrutura que dá cor aos olhos), corpo ciliar e coroide (composto basicamente por vasos sanguíneos). Quando ocorre o acometimento inflamatório de uma destas estruturas ou o conjunto das mesmas, denomina-se uveíte. As causas de inflamação do trato uveal podem ser: traumáticas, infecciosas, tumorais e autoimunes. Lacerações corneanas, perfuração ocular, queimaduras químicas e físicas e corpos estranhos intraoculares são exemplos de uveítes traumáticas. Dentre as causas infecciosas, a toxoplasmose destaca-se como a de maior incidência em nosso meio. Metástases ou tumores primários oculares são responsáveis pelas uveítes tumorais ou síndromes de mascaramento. Doenças sistêmicas como artrite reumatóide juvenil, espondiloartropatia soro-negativas, doença de Behçet e outras doenças imunes são etiologias de uveítes autoimunes. O principal sinal de uma uveíte é o olho vermelho, devido ao processo inflamatório – mas pode não acontecer em todos os casos. Inicialmente, o paciente com uveíte pode visualizar pequenos pontos que se movimentam de acordo com a posição do olho, e estes, com a incidência da luz formam pequenas sombras flutuantes na retina, sendo chamados de moscas volantes. Se ocorrer aumento progressivo destas moscas volantes, pode ser um sintoma indicativo de atividade inflamatória. O embaçamento visual e a dor também são sintomas de uveíte. A realização do diagnóstico é o primeiro passo para o tratamento das uveítes. A partir disso traça-se o esquema terapêutico. O tratamento pode ser feito com colírios, medicamentos orais e/ou endovenosos. Em alguns casos, devido ao agente etiológico e a gravidade da inflamação, realiza-se tratamento em regime hospitalar com a internação do paciente e administração de medicamentos. As uveítes são doenças inflamatórias oculares que podem levar à baixa visual e à cegueira quando não tratadas. Podem causar cegueira devido às complicações ocasionadas pelo processo inflamatório que podem acarretar um desarranjo arquitetônico das estruturas intraoculares, levando a uma baixa visual reversível ou irreversível. Catarata, glaucoma, descolamento de retina, membranas retinianas, atrofia óptica, oclusões vasculares e atrofia de globo ocular são exemplos de complicações causadas por uveítes. Essa inflamação acomete indivíduos de qualquer idade, sexo e classe social. O diagnóstico é de essencial importância para o tratamento e prevenção das crises de uveítes. Em casos de olho vermelho, dor, moscas volantes e embaçamento visual, procure seu oftalmologista. Lembre- se: as uveítes têm tratamento, quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o prognóstico. Dr. Cristiano Coelho Ludvig é especialista em Uveítes
Moscas volantes e descolamento do vítreo
No dia a dia da oftalmologia é muito comum atender pacientes que relatam perceber manchas escuras ou “mosquinhas” flutuantes na visão. Estas alterações são mais percebidas em ambientes com mais claridade e boa iluminação e são conhecidas como “moscas volantes”, pois se movimentam de um lado para o outro e parecem acompanhar a visão. As moscas volantes são opacidades que se localizam no vítreo, que é o gel transparente que preenche o segmento posterior do globo ocular e está em contato com a retina. A sensação do paciente é que as manchas estão do lado de fora do olho, no entanto, o que se percebe é a sombra que essas opacidades projetam na retina. Com o passar do tempo, também por influência de outros fatores como trauma e miopia, o vítreo pode se descolar total ou parcialmente da retina. Este processo é natural na grande maioria dos pacientes, porém, em uma pequena porcentagem dos casos, o vítreo pode se descolar e tracionar a retina provocando rasgaduras e até sangramento no interior do olho. Neste momento, o paciente pode perceber um aumento das opacidades flutuantes ou “mosquinhas” e também fotopsias que são flashes luminosos na periferia do campo visual. O paciente deve estar atento a estes sintomas e procurar um oftalmologista, que realizará o exame de fundo do olho com mapeamento da retina e, muitas vezes, com ultrassonografia, com o intuito de identificar lesões que podem levar ao descolamento da retina ou diagnosticar doenças inflamatórias, como as uveítes. Em caso de rasgadura ou ruptura da retina, é indicado como tratamento a fotocoagulação a laser, para diminuir a chance de descolamento e evitar a necessidade de cirurgia. Embora não haja tratamento específico para as “moscas volantes”, e, na maioria das vezes não representem doença grave, o paciente deve ser examinado e orientado sobre os sinais de possíveis complicações. Dr. Marcus Grigato Campos
Glaucoma Infantil
Com menor frequência do que nos adultos, as crianças também podem ser afetadas pelo glaucoma. Os bebês com glaucoma congênito podem apresentar: “lacrimejamento”, fotofobia e blesfarospasmos. Como o globo ocular das crianças é elástico, ele pode aumentar devido à pressão intraocular elevada, dando a aparência de olhos grandes e bonitos (é como se a pressão intraocular “inchasse” o olho). É aconselhável que as crianças sejam submetidas a uma avaliação oftalmológica. Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Poeiras, ciscos e estilhaços podem causar até lesões permanentes
Poeira, ciscos e estilhaços podem entrar nos olhos e causar desde uma irritação até uma lesão permanente, em função da velocidade com que o corpo estranho chega até o olho, do tipo de substância e também do ponto em que ele se localiza no globo ocular. Se o cisco estiver em cima da parte colorida do olho, não se deve mexer. Procure imediatamente atendimento médico. Já quando for um simples cisco na pálpebra inferior, poderá ser retirado cuidadosamente com um cotonete, ou a ponta de um lenço limpo. Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Urgência em Oftalmologia
A visão é o mais importante sentido do ser humano, pois é dela que há a integração do indivíduo com o meio ambiente, uma vez que 80% das informações para que se realize a aprendizagem são obtidas por seu intermédio. Portanto, qualquer situação de acidente ocular, como trauma direto, desconforto e alteração brusca da fisiologia da visão, deve ser tratado como urgência oftalmológica. O olho possui vários mecanismos protetores naturais. Ele está numa cavidade óssea e possui pálpebras e cílios para desviar as partículas com seus rápidos reflexos de piscar. Além disso, está coberto na sua porção frontal por uma membrana transparente denominada conjuntiva, a qual previne a entrada de partículas estranhas para trás do globo ocular. A prevenção é o melhor meio para evitar acidentes oculares: – Brincadeiras inadequadas, o uso de objetos pontiagudos, estilingue, flecha, tesouras, vidros, fogos de artifício, substâncias químicas como material de limpeza (água sanitária, álcool, detergente, soda cáustica) devem ser evitados e ficar principalmente longe das crianças; – Ter boa higiene pessoal; – Não esfregar os olhos com as mãos sujas; – Usar óculos de proteção nas indústrias ou doméstico, quando os olhos estão sujeitos a receberem partículas voadoras, faíscas ou sprays. Como urgências oftalmológicas mais comuns, temos qualquer situação de olho vermelho como corpo estranho nos olhos, conjuntivites bacterianas, virais, químicas e alérgicas, hordéolo (vulgo viúvo), inflamações corneanas, ceratites relacionadas com o uso de lentes de contato, infecções intraoculares – “uveítes”. Após qualquer trauma ocular, se a pessoa sentir dor, apresentar olho vermelho e baixa acuidade visual, pode ter havido perfuração no globo ocular e, nesse caso, não deverá tocar ou mexer no olho lesado, não usar pomada, só fazer tampão e procurar a urgência oftalmológica. As queimaduras podem ser causadas pela luz, olhando diretamente para o sol ou para um eclipse solar, que pode queimar a retina e provocar baixa visão permanente. Temos também, muito frequentes, as queimaduras dos olhos por exposição à solda elétrica. As queimaduras por produtos químicos domésticos e industriais são graves por destruírem por vezes os delicados tecidos dos olhos em poucos segundos. Nesse caso, deve-se utilizar um leve fluxo de água de uma torneira, lavando os olhos continuamente por pelo menos 20 minutos e procurar o serviço de urgência oftalmológica. Dr. Vilmar Müller é o Diretor Técnico do Hospital de Olhos de Blumenau FUNCIONAMENTO DA URGÊNCIA OFTALMOLÓGICA HORÁRIO DE ATENDIMENTO DA URGÊNCIA OFTALMOLÓGICA De segunda a sexta-feira das 8h às 11h30min e das 14h às 18h30min. Sábados domingos e feriados das 10h às 11h e das 18h às 19h. Demais horários, sobreaviso médico somente para casos que necessitem de cirurgia ocular de urgência. Mais informações: (47) 3322-5000 | (47) 98404.0850 Agende sua consulta eletiva pelo WhatsApp: (47) 3322.5000. Publicação: 05.07.2022
Biometria com IOL Master

Antes da cirurgia de catarata, é preciso calcular com precisão a lente intraocular que será implantada no olho. A biometria com IOL Master é o exame responsável por esse cálculo, medindo o comprimento axial do olho e fornecendo os dados necessários para que o cirurgião escolha a lente mais adequada para cada paciente. É um exame não invasivo, rápido e de grande importância para o planejamento cirúrgico seguro. Como é realizado O IOL Master utiliza tecnologia de interferometria óptica para medir o comprimento do globo ocular sem contato físico com o olho. Os dados obtidos alimentam fórmulas de cálculo que determinam o grau da lente intraocular a ser implantada. Indicações Agende seu exame Se você tem cirurgia de catarata indicada ou foi orientado a realizar a biometria, entre em contato com o HOB. Nossa equipe esclarece suas dúvidas e agenda o exame com rapidez.