Lentes Intraoculares
Antigamente, a cirurgia de catarata era realizada através de uma grande incisão. Para que os pacientes voltassem a enxergar normalmente, era necessária a utilização de óculos de 13,00 graus, pois as lentes intraoculares ainda não eram utilizadas. A partir da década de 80, as lentes intraoculares se popularizaram, permitindo então a substituição do cristalino do olho por uma lente artificial. A utilização desse método atual garante que somente em alguns casos os pacientes precisam usar óculos para longe e perto, dependendo da lente intraocular que foi implantada, tornando assim a cirurgia da catarata também um procedimento refrativo. Existem vários tipos e modelos de lentes intraoculares. As lentes mais modernas são chamadas Lentes Intraoculares PREMIUM. Elas se dividem em: Lentes Monofocais Asféricas: propiciam visão para longe e após a cirurgia o paciente necessita do uso de óculos; Lentes Tóricas: corrigem até 5.00 graus do astigmatismo corneano pré-operatório; Lentes Asféricas Multifocais Difrativas e Lentes Asféricas Multifocais Difrativas Tóricas: propiciam visão para longe e para perto (em 90% dos casos, o paciente não necessita do uso de óculos ou fica menos dependente deles). O que é uma Lente Asférica?Quase toda córnea tem aberrações positivas. Uma pessoa jovem tem o cristalino com um formato que compensa estas aberrações da córnea, o que torna sua visão muito boa. Porém, com a idade, o cristalino vai se modificando e não possui mais a capacidade de corrigir aberrações corneanas, piorando assim a visão e a sensibilidade ao contraste. Com o advento das lentes asféricas, restauramos a condição óptica dos olhos jovens, comprovando que a visão é muito melhor com esta, comparada às lentes intraoculares esféricas. Além disso, estudos recentes comprovam que as lentes asféricas propiciam melhor sensibilidade ao contraste, além de aprimoramento da visão e, consequentemente, melhor qualidade de vida. Dr. Hermógenes C. S. Renuzza
Lentes de contato e os adolescentes
É comum nessa fase da vida, se interessar por lentes de contato. Porém, cuidados importantes devem ser tomados, como a visita a um oftalmologista para uma adequada avaliação. Exames são indicados para que o profissional avalie se há possibilidade de uso e selecione a lente ideal para os testes de adaptação. Nessa fase, o médico verificará a relação lentes de contato e olhos e saberá se causarão algum dano à visão. A adaptação das lentes leva tempo e disposição. O adolescente deve saber colocar, retirar e limpar as lentes e o estojo antes de iniciar o uso. É importante respeitar o horário de uso sugerido pelo oftalmologista, inutilizar as lentes descartáveis na data de validade correta, pois, aparentemente, podem estar confortáveis, mas ao passar da data de descarte já se inicia o processo de deterioração do material, podendo acarretar em danos à visão. Muitas vezes, colegas acabam adquirindo lentes em ópticas, onde nem sempre são orientados corretamente quanto à limpeza, horário de uso e descarte. É fundamental estimular os jovens a seguirem as orientações do oftalmologista, pois somente este profissional é responsável pela saúde ocular da população. É imprescindível aconselhar o adolescente quanto ao perigo de emprestar ou trocar as lentes, pois seu uso é individual e intransferível. Há casos de jovens que usaram lentes coloridas de amigos e acabaram com úlcera de córnea e perda da visão. Faz-se necessário estar ciente de que as lentes podem machucar os olhos. Em um dia a adaptação pode estar excelente e no outro apresentar problemas. Trata-se de um processo dinâmico. Ao apresentar alguma modificação, quer seja no conforto com as lentes, na visão ou na presença de sintomas (olhos vermelhos, aflição à luz, doloridos, com sensação de cisco, lacrimejantes), o usuário deve retirar as lentes e procurar o oftalmologista para avaliação. É de extrema importância o retorno ao seu médico para reavaliação das lentes nas datas agendadas. O adolescente deve sempre ter em mãos o telefone do Serviço de Oftalmologia para esclarecer dúvidas que possa vir a ter com o uso das lentes. Fonte: Soblec Dr. Fernando César Ludwig é associado da SOBLEC
Doenças do Nervo Óptico
As desordens do nervo óptico ou neuropatias ópticas englobam um grupo de doenças que podem ameaçar seriamente a visão. Elas podem ocorrer de forma isolada ou fazer parte de um quadro neurológico ou sistêmico. Além do glaucoma, que também atinge o nervo óptico num padrão característico, as principais neuropatias ópticas são: Papiledema – Termo utilizado para designar o edema do nervo óptico secundário à hipertensão intracraniana. Na maioria dos casos é bilateral e geralmente está associado à cefaleia e diplopia (visão dupla). Deve ser bem investigado para afastar a possibilidade de lesões tumorais ou expansivas do sistema nervoso central. Neurite óptica – Geralmente decorrente de processo inflamatório que atinge o nervo óptico em que o paciente apresenta baixa visual e dor à movimentação ocular. Pode ser secundária à doença desmielinizante, em especial a esclerose múltipla. Neuropatia óptica isquêmica – Representa o infarto do nervo óptico, é mais comum em idosos e se caracteriza por perda súbita e edema de disco óptico. Pode estar associada à doença reumatológica, no caso da neuropatia óptica arterítica ou ser uma condição multifatorial na afecção não arterítica. Neste último caso, pacientes hipertensos, tabagistas e com doença ateroesclerótica apresentam risco maior de desenvolver a doença. O nervo óptico também pode ser afetado por doenças oculares como as uveítes, pelo uso de drogas e medicamentos como o embutamol e a isoniazida e por doenças sistêmicas como a diabetes. Dr. Marcus Grigato Campos
Cuidados gerais com a Visão
Assista ao vídeo elaborado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia sobre como preservar a saúde ocular. O vídeo também está disponível no CBO TV. Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Cuidados com os Olhos
O que você tem feito para manter a saúde dos seus olhos? Lembre-se que a prevenção é a melhor maneira de evitar os problemas de visão. Assista abaixo ao filme que traz algumas dicas. O vídeo também está disponível no CBO TV. Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Baixa Visão
A baixa visão é uma causa comum de deficiência física. Não é uma condição isolada, podendo resultar de diversas causas. Os inúmeros avanços da Medicina no século XX permitiram melhorar a visão de muitos pacientes e torná-los portadores de baixa visão, o que previamente os teria levado à completa cegueira. As causas mais comuns de baixa visão são a degeneração macular, a retinopatia diabética e o glaucoma. Desta forma, pode-se esperar um aumento dos casos de baixa visão à medida que a população envelhece. Considera-se que mais de dois terços dos pacientes com baixa visão são maiores de 65 anos. Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Visão Monocular
Visão monocular é definida como a presença de visão normal em um olho e cegueira no olho contralateral – acuidade visual inferior a 20/400 com a melhor correção visual. Ela interfere com a estereopsia (percepção espacial dos objetos), permitindo examinar a posição e a direção dos objetos dentro do campo da visão humana em um único plano, ou seja, apenas em duas dimensões. Assim, pacientes com visão monocular reconhecem a forma, as cores e o tamanho dos objetos, mas têm dificuldade em avaliar a profundidade e as distâncias, características da visão tridimensional. Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Problemas visuais em crianças
A percepção de problemas visuais em crianças pequenas é prejudicada pela fala incipiente, mas os pais podem observar, no dia a dia, sinais que podem indicar a presença de algum problema. O lacrimejamento excessivo, por exemplo, pode indicar desde uma obstrução do canal lacrimal até um glaucoma congênito. Ao perceber alguma anormalidade, a criança deve ser levada a um oftalmologista para uma avaliação. Outro problema importante que precisa ser corrigido ainda na infância é a ambliopia, ou “olho preguiçoso”. É uma situação na qual a visão não se desenvolve plenamente em um dos olhos, embora sua aparência seja normal. Com o passar do tempo, o cérebro ignora as imagens que vem desse olho “fraco”, de tal forma que ele perde a visão. O portador de ambliopia tem dificuldade para perceber distâncias e profundidade, além de correr riscos de cegueira total, caso venha algum dia a perder a visão de seu olho saudável. Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Olho Vermelho
Causas mais comuns de olho vermelho: conjuntivite, úlcera de córnea, glaucoma agudo, uveíte anterior, hemorragia subconjuntival. Outras causas comuns de olho vermelho (hiperemia crônica) são: conjuntivite irritativa, medicamentosa, alérgica, olho seco, oclusão palpebral incompleta, uso inadequado de lentes de contato, triquiase, lagoftalmo, diminuição das horas de sono, alcoolismo ou uso de drogas, exoftalmo, meibomite e blefarite. Aspectos importantes para o diagnóstico diferencial: a conjuntiva, quando estimulada (inflamação ou infecção), produz secreção que será aquosa nos casos de irritação e nas infecções por adenovírus, será mucosa nos casos de alterações crônicas e mucopurulentas (amareladas) em casos de conjuntivite bacteriana. Exceção faz-se à conjuntivite gonócica que é purulenta (amarelo forte). Nos casos de glaucoma agudo, midríase, ou na uveíte anterior, miose, a pupila estará modificada. No entanto, ela não se modifica quando ocorrerem alterações da conjuntiva ou da córnea. As conjuntivites têm uma tendência a ser bilaterais e os casos de glaucoma agudo, uveítes anteriores e úlceras de córnea são quase sempre unilaterais. A córnea, principalmente sua área central, é muito inervada, seus nervos têm terminações situadas bem superficialmente, desta forma, qualquer lesão que rompa o epitélio, produz dor. A conjuntiva tem muito menos inervação do que a córnea, e a resposta à agressão geralmente provoca um desconforto anunciado com sensação de areia nos olhos. A acuidade visual estará alterada, toda vez que houver diminuição da transparência da área central da córnea e do trajeto que a luz faz para chegar até a retina. Assim, alteram a visão: úlceras de córnea, principalmente localizadas no centro da córnea, uveítes anteriores e o glaucoma agudo. Dr. Hermógenes C. S. Renuzza
Urgência em Oftalmologia
A visão é o mais importante sentido do ser humano, pois é dela que há a integração do indivíduo com o meio ambiente, uma vez que 80% das informações para que se realize a aprendizagem são obtidas por seu intermédio. Portanto, qualquer situação de acidente ocular, como trauma direto, desconforto e alteração brusca da fisiologia da visão, deve ser tratado como urgência oftalmológica. O olho possui vários mecanismos protetores naturais. Ele está numa cavidade óssea e possui pálpebras e cílios para desviar as partículas com seus rápidos reflexos de piscar. Além disso, está coberto na sua porção frontal por uma membrana transparente denominada conjuntiva, a qual previne a entrada de partículas estranhas para trás do globo ocular. A prevenção é o melhor meio para evitar acidentes oculares: – Brincadeiras inadequadas, o uso de objetos pontiagudos, estilingue, flecha, tesouras, vidros, fogos de artifício, substâncias químicas como material de limpeza (água sanitária, álcool, detergente, soda cáustica) devem ser evitados e ficar principalmente longe das crianças; – Ter boa higiene pessoal; – Não esfregar os olhos com as mãos sujas; – Usar óculos de proteção nas indústrias ou doméstico, quando os olhos estão sujeitos a receberem partículas voadoras, faíscas ou sprays. Como urgências oftalmológicas mais comuns, temos qualquer situação de olho vermelho como corpo estranho nos olhos, conjuntivites bacterianas, virais, químicas e alérgicas, hordéolo (vulgo viúvo), inflamações corneanas, ceratites relacionadas com o uso de lentes de contato, infecções intraoculares – “uveítes”. Após qualquer trauma ocular, se a pessoa sentir dor, apresentar olho vermelho e baixa acuidade visual, pode ter havido perfuração no globo ocular e, nesse caso, não deverá tocar ou mexer no olho lesado, não usar pomada, só fazer tampão e procurar a urgência oftalmológica. As queimaduras podem ser causadas pela luz, olhando diretamente para o sol ou para um eclipse solar, que pode queimar a retina e provocar baixa visão permanente. Temos também, muito frequentes, as queimaduras dos olhos por exposição à solda elétrica. As queimaduras por produtos químicos domésticos e industriais são graves por destruírem por vezes os delicados tecidos dos olhos em poucos segundos. Nesse caso, deve-se utilizar um leve fluxo de água de uma torneira, lavando os olhos continuamente por pelo menos 20 minutos e procurar o serviço de urgência oftalmológica. Dr. Vilmar Müller é o Diretor Técnico do Hospital de Olhos de Blumenau FUNCIONAMENTO DA URGÊNCIA OFTALMOLÓGICA HORÁRIO DE ATENDIMENTO DA URGÊNCIA OFTALMOLÓGICA De segunda a sexta-feira das 8h às 11h30min e das 14h às 18h30min. Sábados domingos e feriados das 10h às 11h e das 18h às 19h. Demais horários, sobreaviso médico somente para casos que necessitem de cirurgia ocular de urgência. Mais informações: (47) 3322-5000 | (47) 98404.0850 Agende sua consulta eletiva pelo WhatsApp: (47) 3322.5000. Publicação: 05.07.2022