Moscas volantes e descolamento do vítreo

No dia a dia da oftalmologia é muito comum atender pacientes que relatam perceber manchas escuras ou “mosquinhas” flutuantes na visão. Estas alterações são mais percebidas em ambientes com mais claridade e boa iluminação e são conhecidas como “moscas volantes”, pois se movimentam de um lado para o outro e parecem acompanhar a visão. As moscas volantes são opacidades que se localizam no vítreo, que é o gel transparente que preenche o segmento posterior do globo ocular e está em contato com a retina. A sensação do paciente é que as manchas estão do lado de fora do olho, no entanto, o que se percebe é a sombra que essas opacidades projetam na retina. Com o passar do tempo, também por influência de outros fatores como trauma e miopia, o vítreo pode se descolar total ou parcialmente da retina. Este processo é natural na grande maioria dos pacientes, porém, em uma pequena porcentagem dos casos, o vítreo pode se descolar e tracionar a retina provocando rasgaduras e até sangramento no interior do olho. Neste momento, o paciente pode perceber um aumento das opacidades flutuantes ou “mosquinhas” e também fotopsias que são flashes luminosos na periferia do campo visual. O paciente deve estar atento a estes sintomas e procurar um oftalmologista, que realizará o exame de fundo do olho com mapeamento da retina e, muitas vezes, com ultrassonografia, com o intuito de identificar lesões que podem levar ao descolamento da retina ou diagnosticar doenças inflamatórias, como as uveítes. Em caso de rasgadura ou ruptura da retina, é indicado como tratamento a fotocoagulação a laser, para diminuir a chance de descolamento e evitar a necessidade de cirurgia. Embora não haja tratamento específico para as “moscas volantes”, e, na maioria das vezes não representem doença grave, o paciente deve ser examinado e orientado sobre os sinais de possíveis complicações.   Dr. Marcus Grigato Campos

Excelência do atendimento presente também na hora de transmitir conhecimento

Hospital de Olhos de Blumenau ganha destaque ao criar experiências Após concluída a faculdade, é preciso que o médico que pretende se tornar especialista vivencie o cotidiano profissional escolhido. Neste momento, a residência médica é ferramenta imprescindível para aprofundar, diversificar e solidificar os conhecimentos. Neste quesito o Hospital de Olhos de Blumenau também é referência. Foi o que constatou o Dr. Rafael Elias Silvano, segundo médico residente formado no Hospital de Olhos de Blumenau. “A Residência conta com um grande volume ambulatorial e cirúrgico, no Hospital de Olhos de Blumenau e na Clínica de Olhos Santa Isabel, onde pude acompanhar as diversas subespecialidades da Oftalmologia, aliando a teoria com a prática. Outro diferencial é o livre acesso a equipamentos de alta tecnologia, tanto para diagnóstico, quanto para realização de procedimentos cirúrgicos. Também tive a oportunidade de acompanhar o preceptor nos atendimentos clínicos e cirúrgicos de urgência que ocorreram nas dependências do Hospital Santa Isabel”. Durante a residência no Hospital de Olhos de Blumenau, o Dr. Rafael adquiriu os conhecimentos teóricos e práticos para diagnóstico e tratamento das doenças oculares, com destaque nas especialidades de catarata, córnea, cirurgia refrativa e refração. “Fundamental para a formação do especialista, este período serviu também para perceber e atender aos anseios, tanto dos pacientes, quanto dos oftalmologistas e dos demais profissionais da equipe”. “Temos uma reunião clínica semanal com residentes, acadêmicos de Medicina e os preceptores, onde são feitas revisões dos principais periódicos da oftalmologia mundial, tendo contato então com as novidades da área. Também são apresentados os casos clínicos mais interessantes e desafiadores do serviço”, conta Dr. Rafael. “Não é só o residente que estuda. Todo o corpo clínico tem que se manter atualizado para poder orientar os residentes dentro do que a oftalmologia tem de mais moderno, pois estamos credenciados e sob supervisão do MEC e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para que a coisa funcione desta maneira”, completa o Chefe da Residência, Dr. Luiz Felipe Hagemann.

Residência Médica Oftalmológica

Ao término da faculdade de medicina, os novos médicos em busca de especialização enfrentam mais um desafio: a prova de residência médica, ainda mais difícil e concorrida do que o vestibular. É na residência onde realmente ocorre o aprendizado mais aprofundado e prático, quando o dia a dia não se resume mais somente a aulas teóricas, mas sim a atendimento aos pacientes, cirurgias, ambulatórios, enfermaria e exames complementares. Em 2008, o Hospital de Olhos foi credenciado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e, precocemente, em 2011, recebeu o credenciamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, entidade com rígidos critérios de aprovação de cursos. Com isso, o HOB tornou-se a instituição pioneira em residência oftalmológica no interior do Estado, contando com o aval das maiores instituições reguladoras de residência médica do País. Fundado em 24 de abril de 1998, o Hospital de Olhos de Blumenau (HOB), referência na região, desenvolveu seu Programa de Residência Médica (PRM) 10 anos após sua fundação, com a duração de três anos. Para obtenção dos credenciamentos, uma série de exigências deve ser cumprida, entre elas o número mínimo de atendimentos de pacientes em ambulatório e emergência, bem como cirurgias nas áreas das especialidades da oftalmologia, tais como catarata, glaucoma, retina, cirurgia refrativa e transplante de córnea. Em fevereiro de 2012 o Hospital de Olhos de Blumenau graduou sua primeira médica residente, Drª. Kathy Dadam Sgrott. A prova de residência médica para o Hospital de Olhos de Blumenau é realizada anualmente na Fundação Regional de Blumenau (FURB), sendo que, no último ano, foram 42 inscritos concorrendo a somente uma vaga oferecida por ano. Para mais informações sobre a residência médica do Hospital de Olhos, acesse www.hob.med.br.   Dr. Vilmar Müller é o Diretor Técnico do Hospital de Olhos de Blumenau

Retinopatia Diabética

Devido à grande quantidade de açúcar nos vasos sanguíneos, os diabéticos apresentam grande predisposição para desenvolver diversas doenças oftalmológicas, entre elas, a retinopatia diabética. Assista abaixo ao filme sobre Retinopatia Diabética.   O vídeo de esclarecimentos para os pacientes também está disponível no CBO TV.   Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Urgência em Oftalmologia

A visão é o mais importante sentido do ser humano, pois é dela que há a integração do indivíduo com o meio ambiente, uma vez que 80% das informações para que se realize a aprendizagem são obtidas por seu intermédio. Portanto, qualquer situação de acidente ocular, como trauma direto, desconforto e alteração brusca da fisiologia da visão, deve ser tratado como urgência oftalmológica. O olho possui vários mecanismos protetores naturais. Ele está numa cavidade óssea e possui pálpebras e cílios para desviar as partículas com seus rápidos reflexos de piscar. Além disso, está coberto na sua porção frontal por uma membrana transparente denominada conjuntiva, a qual previne a entrada de partículas estranhas para trás do globo ocular. A prevenção é o melhor meio para evitar acidentes oculares: – Brincadeiras inadequadas, o uso de objetos pontiagudos, estilingue, flecha, tesouras, vidros, fogos de artifício, substâncias químicas como material de limpeza (água sanitária, álcool, detergente, soda cáustica) devem ser evitados e ficar principalmente longe das crianças; – Ter boa higiene pessoal; – Não esfregar os olhos com as mãos sujas; – Usar óculos de proteção nas indústrias ou doméstico, quando os olhos estão sujeitos a receberem partículas voadoras, faíscas ou sprays. Como urgências oftalmológicas mais comuns, temos qualquer situação de olho vermelho como corpo estranho nos olhos, conjuntivites bacterianas, virais, químicas e alérgicas, hordéolo (vulgo viúvo), inflamações corneanas, ceratites relacionadas com o uso de lentes de contato, infecções intraoculares – “uveítes”. Após qualquer trauma ocular, se a pessoa sentir dor, apresentar olho vermelho e baixa acuidade visual, pode ter havido perfuração no globo ocular e, nesse caso, não deverá tocar ou mexer no olho lesado, não usar pomada, só fazer tampão e procurar a urgência oftalmológica. As queimaduras podem ser causadas pela luz, olhando diretamente para o sol ou para um eclipse solar, que pode queimar a retina e provocar baixa visão permanente. Temos também, muito frequentes, as queimaduras dos olhos por exposição à solda elétrica. As queimaduras por produtos químicos domésticos e industriais são graves por destruírem por vezes os delicados tecidos dos olhos em poucos segundos. Nesse caso, deve-se utilizar um leve fluxo de água de uma torneira, lavando os olhos continuamente por pelo menos 20 minutos e procurar o serviço de urgência oftalmológica. Dr. Vilmar Müller é o Diretor Técnico do Hospital de Olhos de Blumenau FUNCIONAMENTO DA URGÊNCIA OFTALMOLÓGICA HORÁRIO DE ATENDIMENTO DA URGÊNCIA OFTALMOLÓGICA De segunda a sexta-feira das 8h às 11h30min e das 14h às 18h30min. Sábados domingos e feriados das 10h às 11h e das 18h às 19h. Demais horários, sobreaviso médico somente para casos que necessitem de cirurgia ocular de urgência. Mais informações: (47) 3322-5000 | (47) 98404.0850 Agende sua consulta eletiva pelo WhatsApp: (47) 3322.5000. Publicação: 05.07.2022

OCT – Tomografia de Coerência Óptica

A retina é uma estrutura formada por dez camadas de membranas e células, localizada no segmento posterior do olho. É ela a responsável por transformar os estímulos luminosos em sinais elétricos que percorrem o nervo óptico até o cérebro, onde a imagem é finalmente interpretada. Qualquer alteração nessas camadas pode comprometer a visão de forma progressiva e, muitas vezes, silenciosa. A tomografia de coerência óptica permite visualizar as estruturas da retina em cortes seccionais tridimensionais, com nível de detalhe que nenhum outro exame de imagem ocular oferece de forma não invasiva. É um exame essencial tanto para o diagnóstico quanto para o acompanhamento de doenças da retina e do nervo óptico. OCT no diagnóstico e acompanhamento do glaucoma Para o glaucoma, o equipamento gera informações volumétricas e dimensionais do nervo óptico, incluindo volume da escavação, área do disco, área da escavação e área da rima neural. Analisa também a camada de fibras nervosas ao redor do nervo óptico e, com base em um banco de dados normativos por faixa etária, identifica regiões com alterações estruturais suspeitas, mesmo em casos incipientes em que o campo visual ainda não apresenta defeitos detectáveis. OCT nas doenças maculares Em patologias com edema macular, como retinopatia diabética e DMRI, o exame permite quantificar a espessura da retina na região foveal e acompanhar sua evolução ao longo do tempo, comparando resultados de diferentes datas. É ferramenta indispensável para pacientes candidatos a injeção intravítrea ou que já realizaram o procedimento, fornecendo dados objetivos sobre a resposta ao tratamento e a necessidade de intervenções futuras. Indicações Agende seu exame Se você está em acompanhamento para glaucoma, retinopatia diabética, DMRI ou foi indicado para injeção intravítrea, o OCT é parte fundamental do seu cuidado. Entre em contato com o HOB e agende seu exame com nossa equipe especializada.

Check-Up Glaucoma

O glaucoma é uma doença causada por múltiplos fatores que lesionam o nervo óptico, provocando perda gradual da visão. Sem tratamento, pode levar ao dano permanente do disco óptico. O que torna o glaucoma particularmente preocupante é o seu caráter silencioso. Na maioria dos casos, a doença não apresenta sintomas nas fases iniciais e é diagnosticada tardiamente, quando parte da visão já foi comprometida. Por essa razão, a avaliação oftalmológica regular é a principal forma de identificar a doença antes que cause danos irreversíveis. O que inclui o check-up de glaucoma O check-up reúne um conjunto de exames complementares que avaliam diferentes aspectos da saúde do nervo óptico e da pressão intraocular: Tonometria Mensuração da pressão intraocular, um dos principais fatores de risco para o glaucoma. Oftalmoscopia Visualização do fundo do olho com foco no nervo óptico, avaliando sinais de lesão. Gonioscopia Avaliação do ângulo entre a íris e a córnea no interior do olho, identificando se o glaucoma é de ângulo aberto ou fechado. Campimetria Computadorizada Avaliação do campo visual para detectar perdas periféricas características da doença. Tomografia de Coerência Óptica do Nervo Óptico Mensuração da espessura da camada de fibras nervosas ao redor do nervo óptico, permitindo identificar alterações precoces. Estereofoto de Papila Fotografia do nervo óptico para documentação e acompanhamento da evolução do caso ao longo do tempo. Paquimetria Ultrassônica Medida da espessura da córnea, dado relevante para a interpretação correta dos valores de pressão intraocular. Curva Tensional Diária Mensuração da pressão intraocular em quatro momentos ao longo do dia, permitindo detectar picos e variações que uma medição isolada não capturaria. Agende seu check-up O glaucoma não avisa quando começa. Se você tem histórico familiar da doença, mais de 40 anos ou não faz uma avaliação oftalmológica há mais de um ano, este é o momento certo para agendar seu check-up.

Campo Visual (Campimetria Computadorizada)

Muitas doenças oculares comprometem a visão periférica de forma gradual e silenciosa, sem que o paciente perceba as perdas até estágios mais avançados. O campo visual é o exame que detecta essas alterações precocemente, quantificando a área espacial que cada olho consegue perceber. Além de auxiliar no diagnóstico, o exame é fundamental para acompanhar a progressão de doenças como o glaucoma, as retinopatias, as doenças do nervo óptico e alterações neurológicas, orientando o médico sobre a evolução do quadro ao longo do tempo. Como é realizado O exame é feito em sala com luminosidade reduzida. O paciente fica posicionado em frente a um aparelho que projeta pontos de luz em diferentes intensidades e posições dentro de uma cúpula. Cada vez que perceber um ponto de luz, o paciente aciona uma campainha que mantém na mão. Para que o resultado seja confiável, é essencial manter o olhar fixo na luz de referência dentro do aparelho durante todo o procedimento, sem movimentar os olhos. O exame depende integralmente das respostas do paciente, por isso atenção e concentração fazem toda a diferença na qualidade do resultado. Indicações Agende seu exame Se você foi encaminhado para o campo visual ou acompanha alguma das condições listadas acima, entre em contato com o HOB. Nossa equipe orienta sobre o preparo e agenda seu exame com agilidade.

YAG Laser

É comum que pacientes operados de catarata relatem, meses ou anos após a cirurgia, que a visão voltou a ficar embaçada. Na maioria dos casos, isso não indica um problema com a cirurgia anterior, mas sim a opacificação da cápsula posterior do cristalino, uma membrana que envolve a lente intraocular implantada e que pode perder a transparência com o tempo. O YAG laser é o procedimento indicado para tratar essa e outras condições com precisão e sem necessidade de nova cirurgia. O Nd:YAG laser atua por meio da disrupção ou corte de estruturas oculares específicas. O procedimento é realizado de forma ambulatorial, sem incisões, e em poucos minutos. Indicações Agende sua consulta Se você fez cirurgia de catarata e percebeu que a visão voltou a ficar embaçada, ou foi encaminhado para YAG laser, entre em contato com o HOB. Nossa equipe avalia seu caso e orienta sobre o procedimento.

Tonometria de Sopro

O glaucoma é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo, e a pressão intraocular elevada é seu principal fator de risco. O problema é que, na maioria dos casos, a pressão alta nos olhos não causa sintomas perceptíveis. A única forma de identificá-la é por meio de medição. A tonometria de sopro realiza essa medição de forma rápida, sem contato direto com o olho e sem necessidade de anestesia. É um exame simples, recomendado como rotina para todo paciente adulto justamente por sua importância na prevenção e no diagnóstico precoce do glaucoma. Em casos de suspeita de glaucoma congênito em crianças, o exame pode ser realizado excepcionalmente, podendo requerer sedação conforme a orientação médica. Indicações Agende seu exame Se você é adulto e não mede a pressão dos olhos há mais de um ano, este é o momento certo para agendar sua avaliação. Entre em contato com o HOB.