Componentes dos Olhos

Entre os componentes dos olhos estão os músculos ciliares e extrínsecos. Os músculos ciliares ajustam a forma do cristalino. Com o envelhecimento eles perdem sua elasticidade, dificultando a focagem dos objetos próximos e provocando presbiopia. Os músculos extrínsecos são um conjunto de seis músculos responsáveis pelo movimento dos olhos. Trabalham em sincronismo, entre si, propiciando a movimentação simultânea dos olhos. Caso ocorra alguma alteração nesse sincronismo teremos a deficiência ocular chamada estrabismo.   Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Problemas visuais em crianças

A percepção de problemas visuais em crianças pequenas é prejudicada pela fala incipiente, mas os pais podem observar, no dia a dia, sinais que podem indicar a presença de algum problema. O lacrimejamento excessivo, por exemplo, pode indicar desde uma obstrução do canal lacrimal até um glaucoma congênito. Ao perceber alguma anormalidade, a criança deve ser levada a um oftalmologista para uma avaliação. Outro problema importante que precisa ser corrigido ainda na infância é a ambliopia, ou “olho preguiçoso”. É uma situação na qual a visão não se desenvolve plenamente em um dos olhos, embora sua aparência seja normal. Com o passar do tempo, o cérebro ignora as imagens que vem desse olho “fraco”, de tal forma que ele perde a visão. O portador de ambliopia tem dificuldade para perceber distâncias e profundidade, além de correr riscos de cegueira total, caso venha algum dia a perder a visão de seu olho saudável.   Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Erro Refrativo

Erro refrativo pode ser definido como uma condição anatômica do olho, no qual as imagens dos objetos (os raios paralelos) não são focalizadas na fóvea na ausência da acomodação. Eles podem ser classificados como primários e secundários, sendo os últimos decorrentes de outras patologias oculares ou sistêmicas. A baixa visão, resultando de erros refrativos não corrigidos, pode gerar problemas individuais e para toda sociedade.   Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Catarata

Catarata é a opacidade do cristalino (lente natural do olho), podendo ser localizada ou generalizada. Geralmente atua de maneira progressiva, iniciando com diminuição da acuidade visual, mesmo com a utilização de recursos ópticos, sejam óculos ou lente de contato. A catarata pode ser observada na pupila que, devido à patologia, torna-se esbranquiçada ou amarelada. Além de causar diminuição da visão, a catarata também provoca ofuscamento e diminuição da percepção das cores. Pode se apresentar bilateralmente, de maneira congênita ou adquirida, que é a forma mais frequente. Ainda nos dias de hoje, a catarata é a maior causa de cegueira no mundo. CAUSASAs cataratas adquiridas ocorrem, geralmente, em pessoas acima de 60 anos, também sendo conhecidas como cataratas senis. Traumas oculares, uso de corticoesteroides, inflamações intraoculares, exposição excessiva à radiação ultravioleta e diversas doenças associadas, como o diabetes, por exemplo, são causas conhecidas para o surgimento dessa patologia. TRATAMENTOO tratamento disponível e reconhecido cientificamente para a catarata é a intervenção cirúrgica para a remoção do cristalino opaco. As técnicas conhecidas são a facectomia extracapsular e a facoemulsificação. Para a cirurgia são realizados exames pré-operatórios, os quais vão determinar o grau e o tipo de lente intraocular para implante, bem como a melhor técnica a ser escolhida. A recuperação pós-cirúrgica é rápida e geralmente sem intercorrências, proporcionando a melhora da qualidade visual do paciente. Fique atento aos sintomas da catarata. Caso tenha idade acima de 60 anos, faça uma avaliação dos seus olhos anualmente.

Olho Vermelho

Causas mais comuns de olho vermelho: conjuntivite, úlcera de córnea, glaucoma agudo, uveíte anterior, hemorragia subconjuntival. Outras causas comuns de olho vermelho (hiperemia crônica) são: conjuntivite irritativa, medicamentosa, alérgica, olho seco, oclusão palpebral incompleta, uso inadequado de lentes de contato, triquiase, lagoftalmo, diminuição das horas de sono, alcoolismo ou uso de drogas, exoftalmo, meibomite e blefarite. Aspectos importantes para o diagnóstico diferencial: a conjuntiva, quando estimulada (inflamação ou infecção), produz secreção que será aquosa nos casos de irritação e nas infecções por adenovírus, será mucosa nos casos de alterações crônicas e mucopurulentas (amareladas) em casos de conjuntivite bacteriana. Exceção faz-se à conjuntivite gonócica que é purulenta (amarelo forte). Nos casos de glaucoma agudo, midríase, ou na uveíte anterior, miose, a pupila estará modificada. No entanto, ela não se modifica quando ocorrerem alterações da conjuntiva ou da córnea. As conjuntivites têm uma tendência a ser bilaterais e os casos de glaucoma agudo, uveítes anteriores e úlceras de córnea são quase sempre unilaterais. A córnea, principalmente sua área central, é muito inervada, seus nervos têm terminações situadas bem superficialmente, desta forma, qualquer lesão que rompa o epitélio, produz dor. A conjuntiva tem muito menos inervação do que a córnea, e a resposta à agressão geralmente provoca um desconforto anunciado com sensação de areia nos olhos. A acuidade visual estará alterada, toda vez que houver diminuição da transparência da área central da córnea e do trajeto que a luz faz para chegar até a retina. Assim, alteram a visão: úlceras de córnea, principalmente localizadas no centro da córnea, uveítes anteriores e o glaucoma agudo.   Dr. Hermógenes C. S. Renuzza

Urgência em Oftalmologia

A visão é o mais importante sentido do ser humano, pois é dela que há a integração do indivíduo com o meio ambiente, uma vez que 80% das informações para que se realize a aprendizagem são obtidas por seu intermédio. Portanto, qualquer situação de acidente ocular, como trauma direto, desconforto e alteração brusca da fisiologia da visão, deve ser tratado como urgência oftalmológica. O olho possui vários mecanismos protetores naturais. Ele está numa cavidade óssea e possui pálpebras e cílios para desviar as partículas com seus rápidos reflexos de piscar. Além disso, está coberto na sua porção frontal por uma membrana transparente denominada conjuntiva, a qual previne a entrada de partículas estranhas para trás do globo ocular. A prevenção é o melhor meio para evitar acidentes oculares: – Brincadeiras inadequadas, o uso de objetos pontiagudos, estilingue, flecha, tesouras, vidros, fogos de artifício, substâncias químicas como material de limpeza (água sanitária, álcool, detergente, soda cáustica) devem ser evitados e ficar principalmente longe das crianças; – Ter boa higiene pessoal; – Não esfregar os olhos com as mãos sujas; – Usar óculos de proteção nas indústrias ou doméstico, quando os olhos estão sujeitos a receberem partículas voadoras, faíscas ou sprays. Como urgências oftalmológicas mais comuns, temos qualquer situação de olho vermelho como corpo estranho nos olhos, conjuntivites bacterianas, virais, químicas e alérgicas, hordéolo (vulgo viúvo), inflamações corneanas, ceratites relacionadas com o uso de lentes de contato, infecções intraoculares – “uveítes”. Após qualquer trauma ocular, se a pessoa sentir dor, apresentar olho vermelho e baixa acuidade visual, pode ter havido perfuração no globo ocular e, nesse caso, não deverá tocar ou mexer no olho lesado, não usar pomada, só fazer tampão e procurar a urgência oftalmológica. As queimaduras podem ser causadas pela luz, olhando diretamente para o sol ou para um eclipse solar, que pode queimar a retina e provocar baixa visão permanente. Temos também, muito frequentes, as queimaduras dos olhos por exposição à solda elétrica. As queimaduras por produtos químicos domésticos e industriais são graves por destruírem por vezes os delicados tecidos dos olhos em poucos segundos. Nesse caso, deve-se utilizar um leve fluxo de água de uma torneira, lavando os olhos continuamente por pelo menos 20 minutos e procurar o serviço de urgência oftalmológica. Dr. Vilmar Müller é o Diretor Técnico do Hospital de Olhos de Blumenau FUNCIONAMENTO DA URGÊNCIA OFTALMOLÓGICA HORÁRIO DE ATENDIMENTO DA URGÊNCIA OFTALMOLÓGICA De segunda a sexta-feira das 8h às 11h30min e das 14h às 18h30min. Sábados domingos e feriados das 10h às 11h e das 18h às 19h. Demais horários, sobreaviso médico somente para casos que necessitem de cirurgia ocular de urgência. Mais informações: (47) 3322-5000 | (47) 98404.0850 Agende sua consulta eletiva pelo WhatsApp: (47) 3322.5000. Publicação: 05.07.2022

OCT – Tomografia de Coerência Óptica

A retina é uma estrutura formada por dez camadas de membranas e células, localizada no segmento posterior do olho. É ela a responsável por transformar os estímulos luminosos em sinais elétricos que percorrem o nervo óptico até o cérebro, onde a imagem é finalmente interpretada. Qualquer alteração nessas camadas pode comprometer a visão de forma progressiva e, muitas vezes, silenciosa. A tomografia de coerência óptica permite visualizar as estruturas da retina em cortes seccionais tridimensionais, com nível de detalhe que nenhum outro exame de imagem ocular oferece de forma não invasiva. É um exame essencial tanto para o diagnóstico quanto para o acompanhamento de doenças da retina e do nervo óptico. OCT no diagnóstico e acompanhamento do glaucoma Para o glaucoma, o equipamento gera informações volumétricas e dimensionais do nervo óptico, incluindo volume da escavação, área do disco, área da escavação e área da rima neural. Analisa também a camada de fibras nervosas ao redor do nervo óptico e, com base em um banco de dados normativos por faixa etária, identifica regiões com alterações estruturais suspeitas, mesmo em casos incipientes em que o campo visual ainda não apresenta defeitos detectáveis. OCT nas doenças maculares Em patologias com edema macular, como retinopatia diabética e DMRI, o exame permite quantificar a espessura da retina na região foveal e acompanhar sua evolução ao longo do tempo, comparando resultados de diferentes datas. É ferramenta indispensável para pacientes candidatos a injeção intravítrea ou que já realizaram o procedimento, fornecendo dados objetivos sobre a resposta ao tratamento e a necessidade de intervenções futuras. Indicações Agende seu exame Se você está em acompanhamento para glaucoma, retinopatia diabética, DMRI ou foi indicado para injeção intravítrea, o OCT é parte fundamental do seu cuidado. Entre em contato com o HOB e agende seu exame com nossa equipe especializada.

Check-Up Glaucoma

O glaucoma é uma doença causada por múltiplos fatores que lesionam o nervo óptico, provocando perda gradual da visão. Sem tratamento, pode levar ao dano permanente do disco óptico. O que torna o glaucoma particularmente preocupante é o seu caráter silencioso. Na maioria dos casos, a doença não apresenta sintomas nas fases iniciais e é diagnosticada tardiamente, quando parte da visão já foi comprometida. Por essa razão, a avaliação oftalmológica regular é a principal forma de identificar a doença antes que cause danos irreversíveis. O que inclui o check-up de glaucoma O check-up reúne um conjunto de exames complementares que avaliam diferentes aspectos da saúde do nervo óptico e da pressão intraocular: Tonometria Mensuração da pressão intraocular, um dos principais fatores de risco para o glaucoma. Oftalmoscopia Visualização do fundo do olho com foco no nervo óptico, avaliando sinais de lesão. Gonioscopia Avaliação do ângulo entre a íris e a córnea no interior do olho, identificando se o glaucoma é de ângulo aberto ou fechado. Campimetria Computadorizada Avaliação do campo visual para detectar perdas periféricas características da doença. Tomografia de Coerência Óptica do Nervo Óptico Mensuração da espessura da camada de fibras nervosas ao redor do nervo óptico, permitindo identificar alterações precoces. Estereofoto de Papila Fotografia do nervo óptico para documentação e acompanhamento da evolução do caso ao longo do tempo. Paquimetria Ultrassônica Medida da espessura da córnea, dado relevante para a interpretação correta dos valores de pressão intraocular. Curva Tensional Diária Mensuração da pressão intraocular em quatro momentos ao longo do dia, permitindo detectar picos e variações que uma medição isolada não capturaria. Agende seu check-up O glaucoma não avisa quando começa. Se você tem histórico familiar da doença, mais de 40 anos ou não faz uma avaliação oftalmológica há mais de um ano, este é o momento certo para agendar seu check-up.

Campo Visual (Campimetria Computadorizada)

Muitas doenças oculares comprometem a visão periférica de forma gradual e silenciosa, sem que o paciente perceba as perdas até estágios mais avançados. O campo visual é o exame que detecta essas alterações precocemente, quantificando a área espacial que cada olho consegue perceber. Além de auxiliar no diagnóstico, o exame é fundamental para acompanhar a progressão de doenças como o glaucoma, as retinopatias, as doenças do nervo óptico e alterações neurológicas, orientando o médico sobre a evolução do quadro ao longo do tempo. Como é realizado O exame é feito em sala com luminosidade reduzida. O paciente fica posicionado em frente a um aparelho que projeta pontos de luz em diferentes intensidades e posições dentro de uma cúpula. Cada vez que perceber um ponto de luz, o paciente aciona uma campainha que mantém na mão. Para que o resultado seja confiável, é essencial manter o olhar fixo na luz de referência dentro do aparelho durante todo o procedimento, sem movimentar os olhos. O exame depende integralmente das respostas do paciente, por isso atenção e concentração fazem toda a diferença na qualidade do resultado. Indicações Agende seu exame Se você foi encaminhado para o campo visual ou acompanha alguma das condições listadas acima, entre em contato com o HOB. Nossa equipe orienta sobre o preparo e agenda seu exame com agilidade.

YAG Laser

É comum que pacientes operados de catarata relatem, meses ou anos após a cirurgia, que a visão voltou a ficar embaçada. Na maioria dos casos, isso não indica um problema com a cirurgia anterior, mas sim a opacificação da cápsula posterior do cristalino, uma membrana que envolve a lente intraocular implantada e que pode perder a transparência com o tempo. O YAG laser é o procedimento indicado para tratar essa e outras condições com precisão e sem necessidade de nova cirurgia. O Nd:YAG laser atua por meio da disrupção ou corte de estruturas oculares específicas. O procedimento é realizado de forma ambulatorial, sem incisões, e em poucos minutos. Indicações Agende sua consulta Se você fez cirurgia de catarata e percebeu que a visão voltou a ficar embaçada, ou foi encaminhado para YAG laser, entre em contato com o HOB. Nossa equipe avalia seu caso e orienta sobre o procedimento.