Topografia Corneana

A córnea não é perfeitamente esférica. Suas variações de curvatura, mesmo que mínimas, influenciam diretamente a qualidade da visão e o planejamento de cirurgias refrativas. A topografia corneana realizada com o Topolyzer mapeia essas variações com alta precisão, utilizando um sistema de anéis de Plácido com 22.000 pontos projetados sobre a superfície corneana e gerando uma representação detalhada da curvatura ponto a ponto. O exame é rápido e confortável. O olho é exposto a um conjunto de anéis de luz vermelha por apenas alguns segundos, sem contato e sem desconforto. O que o exame avalia O equipamento oferece ao oftalmologista uma análise completa da córnea por meio de múltiplos recursos: mapas de aberrações, visualização em três dimensões, mapas refrativos e de elevação, índices de reconhecimento de ceratocone e dados de pupilometria. Essa última mede o diâmetro da pupila em ambientes claros e escuros, dado indispensável no planejamento de cirurgias refrativas para evitar halos e distorções no pós-operatório. O equipamento permite ainda guiar cirurgias refrativas topo-guiadas, nas quais o mapa da córnea do próprio paciente orienta a aplicação do laser com maior precisão. Indicações Agende seu exame Se você está em avaliação para cirurgia refrativa, acompanha ceratocone ou foi encaminhado para mapeamento corneano, entre em contato com o HOB e agende seu exame com nossa equipe especializada.

Livre-se dos óculos! Saiba mais sobre Cirurgia Refrativa – PRK e LASIK na reportagem do Dr. Vilmar Müller.

A  cirurgia refrativa é um procedimento que possibilita a correção visual  de erros refrativos, especificamente miopia, hipermetropia e astigmatismo, através da aplicação de laser. O laser utilizado para esse procedimento é o Excimer Laser, que praticamente não gera calor. A cirurgia a laser já tornou realidade o sonho de milhões de pessoas em voltar a realizar atividades cotidianas como dirigir, assistir televisão e ler sem o uso de lentes corretivas, mesmo quando a acuidade visual de 20/20 e o grau zero de miopia não forem alcançados. O oftalmologista recomendará a técnica mais adequada para cada paciente, de acordo com o erro refrativo e das características de cada um. PRK (Ceratectomia Fotorrefrativa) Essa técnica foi desenvolvida para a correção visual a laser e prepara a córnea para receber a aplicação do mesmo. Consiste em raspar o epitélio da córnea e aplicar o laser em uma camada chamada Membrana de Browman e posteriormente em outra camada chamada estroma. O oftalmologista anestesia a córnea do paciente com colírio e remove uma pequena parte da superfície com um dispositivo específico. O Excimer laser remodela a forma da córnea atuando sobre sua superfície por menos de 1 minuto. O cirurgião poderá colocar então, uma lente de contato para proteger a área tratada, evitar infecção e reduzir o desconforto durante a cicatrização. A lente é removida dentro de cinco a seis dias após a cirurgia. A visão melhora gradativamente já nas duas primeiras semanas e poderá alcançar o resultado definitivo entre quatro e oito semanas. Durante este período o médico poderá prescrever o uso de colírios.  LASIK (Laser in Situ Keratomileusis) Consiste em fazer um flap (tampinha) na córnea e aplicar o laser em uma camada da córnea chamada estroma. Essa técnica pode ser utilizada para corrigir tanto altos quanto baixos graus de miopia e moderados de astigmatismo e hipermetropia. Nesse procedimento, gotas de colírio anestésico são pingadas no olho e as pálpebras são imobilizadas por um dispositivo para evitar que a pessoa pisque durante a ação do laser. Um aparelho chamado Microcerátomo corta uma fina camada da córnea. Na miopia, a luz do laser esculpe e molda uma das camadas internas da córnea, tornando-a mais plana.  Para a hipermetropia o laser atua mais na periferia da córnea, deixando-a mais curva. Já no astigmatismo, o laser remove mais tecido de uma direção do que da outra, tornando a córnea mais esférica. O flap é recolocado na posição inicial, sem a necessidade de pontos. Não é necessária a internação, pois a maioria dos pacientes volta a enxergar o suficiente para retomar algumas de suas atividades alguns dias depois e recupera a visão funcional em poucos dias. Alguns pacientes sentem um leve desconforto no olho operado, o qual deverá desaparecer dentro de seis a vinte e quatro horas e poderá ser aliviado com analgésico. Um pouco mais sobre a Cirurgia Refrativa Esta cirurgia aplica-se à maioria das pessoas, desde que elas tenham pelo menos 21 anos, córneas saudáveis e que satisfaçam alguns critérios como, por exemplo, a estabilidade do grau nos últimos dois anos. É importante que o paciente se submeta à cirurgia bem informado, passando anteriormente por  uma consulta de avaliação em que o oftalmologista decidirá se a cirurgia a laser é indicada, além de explicar sobre os benefícios e os riscos do procedimento. Ao analisar as razões pelas quais o paciente deseja não usar lentes corretivas (óculos ou lentes de contato), o médico o ajudará a decidir se suas expectativas poderão ser alcançadas.  Dr. Vilmar MüllerCRM-SC 2896/RQE 1337Médico OftalmologistaDiretor TécnicoCirurgião Refrativo

Plástica Palpebral e Autoestima. Saiba mais sobre essa relação na reportagem da Dra.Marta Duwe!

Nossa aparência física pode influenciar imensamente a maneira como nos sentimos a respeito de nós mesmos. Nosso rosto muda a medida que vamos nos tornando cada vez mais velhos. As mudanças na aparência das pálpebras, como sobra de pele e herniação de bolsas de gordura, podem se converter numa fonte de frustração para algumas pessoas se elas as associarem a uma perda de atratividade, associada direta ou indiretamente a perda de possibilidades. Os olhos são, provavelmente, a unidade estética mais importante no corpo humano. Quando a região dos olhos parece fresca e brilhante, a pessoa como um todo apresenta uma aura de saúde, vitalidade e juventude. O contrário ocorre quando os olhos se apresentam cansados, tristes ou envelhecidos. Assim, a região orbitopalpebral assume importante papel na nossa expressão. Notamos que, usualmente, as alterações causadas pelo envelhecimento são percebidas primariamente ao redor dos olhos.  A Oculoplastia (área de atuação de especialistas oftalmologistas que se dedicam à cirurgia plástica da região periocular) se preocupa em recuperar a capacidade funcional anatômica, associada a melhora estética das pálpebras. Atualmente, existem diversas técnicas com diferentes princípios para corrigir as deformidades palpebrais que aparecem com o processo de envelhecimento.  E felizmente, a área dos olhos oferece maior oportunidade de melhoria estética que qualquer outra parte da face, talvez até do corpo1. 1. Flowers RS, Duval C. Blepharoplasty and periorbital aesthetic surgery. In: Aston SJ, Beasley RW, Thorne CHM, eds. Grabb and Smith’s Plastic Surgery. 5th ed. Philadelphia: Lippincott-Raven Publishers; 1997. p. 609-32. Dra. Marta DuweMédica oftalmologistaCirurgia Plástica OcularCRM-SC 11748 / RQE 7545      

Saiba mais sobre Transplante de Córnea na reportagem do Dr. Rodrigo Müller!

A córnea consiste de um tecido transparente, de formato circular com aproximadamente 12mm de diâmetro e menos de 1mm de espessura. Uma córnea saudável deve ser totalmente clara e apresentar uma curvatura apropriada para que a luz entre através da pupila e possa ser recebida dentro do olho, formando uma visão com nitidez. Caso a córnea perca sua transparência ou sua regularidade, em decorrência de uma cicatriz ou inchaço, ou ainda, caso a córnea tenha os valores de sua curvatura alterada, a qualidade da visão será afetada. Nos casos em que um transplante de córnea se faz necessário, a córnea doente é removida e substituída por um tecido corneano transparente e saudável. Existe uma série de patologias que pode afetar a saúde normal da córnea. De maneira geral, traumas ou infecções corneanas podem levar a formação de cicatrizes. Distrofias da córnea, que podem ter caráter hereditário, podem afetar camadas específicas do tecido, induzindo a perda de sua transparência. Ectasias corneanas, mais comumente o ceratocone, consistem de patologias que levam ao encurvamento progressivo da córnea ocasionando perda importante na qualidade de visão do paciente. De maneira geral, um transplante de córnea é indicado para o paciente que possui uma alteração no tecido corneano na qual não pode ter a visão melhorada com o uso de óculos ou lentes de contanto ou ainda em casos onde a dor não pode ser aliviada com uso de medicações ou lentes de contato específicas. Os transplantes de córnea já são realizados no mundo há mais de 1 século. A tradicional e centenária técnica, chamada de transplante de córnea penetrante, consiste na substituição de todas as camadas do tecido corneano. No entanto, com o avanço da tecnologia aliada a progressivas melhorias nas técnicas cirúrgicas ao longo dos anos, nos permitimos hoje oferecer aos pacientes procedimentos mais modernos. Os chamados transplantes de córnea lamelares consistem na remoção e substituição apenas das camadas corneanas afetadas, preservando o tecido sadio do paciente. Entre eles, o transplante de córnea endotelial (conhecido por siglas como DSAEK e DMEK) tem apenas a fina camada interna da córnea substituída e o transplante de córnea lamelar anterior (conhecido pela sigla DALK) tem a porção anterior da córnea substituída, poupando o tecido posterior saudável. São inúmeras as vantagens dos transplantes parciais frente aos transplantes de espessura total, entre elas, recuperação visual mais rápida, menor taxa de rejeição e complicações no período pós operatório. Um transplante de córnea jamais seria possível se não fosse pela generosa atitude de um doador de órgãos. A legislação brasileira permite a doação de órgão e tecidos apenas com o consentimento dos familiares. Por isso, converse com seus entes queridos a respeito de sua vontade de se tornar um doador. Milhares de pessoas em todo o país aguardam nas filas dos bancos de olhos por uma oportunidade de enxergar a vida.   Dr. Rodrigo T. Müller Médico Oftalmologista – CRM-SC 13196 / RQE 9696 Áreas de atuação: Córnea, Catarata e Refrativa.Pós graduando em nível de doutorado – UNIFESPPostdoctoral fellow – Harvard Medical SchoolOrientador clínico/cirúrgico nos serviços de ensino do Hospital de Olhos de Blumenau e do Banco de Olhos de Sorocaba.

Confira a matéria da Dra. Marta Duwe sobre Plástica Ocular!

A PLASTICA OCULAR,  POR UM ESPECIALISTA Com o passar dos anos, a pele sofre alterações estruturais influenciadas pela constituição genética, radiação solar, fatores de saúde e nutricionais, bem como pelo próprio envelhecimento. Essas modificações são visíveis especialmente nas pálpebras, região do rosto central no contato visual, tão importante na manifestação das nossas emoções. As alterações involucionais mais comuns e evidentes na região palpebral incluem flacidez e excesso de pele (dermatocálase), formando pregas e rugas, e a herniação de bolsas de gordura, dando um ar de cansaço,  tristeza ou envelhecimento, resultando em importantes implicações psicológicas.  A Blefaroplastia (do grego: blepharon, “pálpebra” + plassein “dar forma”) É o procedimento cirúrgico indicado para corrigir os defeitos das pálpebras. Seguro e pouco invasivo, compreende a remoção, ou o reposicionamento (ou ambos) dos tecidos em excesso, tais como a pele e as bolsas de gordura, e eventualmente o reforço dos tecidos musculares e dos tendões correspondentes.   Esse procedimento resolve problemas funcionais e cosméticos da região periocular, que melhora a expressão da área da sobrancelha até a porção superior da bochecha.  Dentre os aspectos funcionais da blefaroplastia (especialmente das pálpebras superiores) destacam-se a melhora do campo visual,  bem como o alívio do peso sobre os olhos (pálpebras caídas), havendo ainda muitos relatos de melhora de cefaleia tensional, quando é o caso do indivíduo fazer elevação compensatória das sobrancelhas (supercílios), através da contração da testa.  Por sua vez, os aspectos estéticos são evidentes, uma vez que restaura a anatomia natural, sem distorção das características individuais, o que leva a um  olhar rejuvenescido. Os cílios e a área de sombra aparecem, a expressão do olhar se destaca com a harmonia dos contornos, livres dos excedentes teciduais.  O procedimento é feito sob anestesia local, assistida por anestesista para sedação. Assim garantimos conforto e segurança. O pós operatório é indolor e o paciente recebe alta no mesmo período do dia.  Você tem dermatocálase?  Para avaliar a dermatocálase, a posição da cabeça inicialmente deve ser mantida com o queixo reto e o olhar em frente, e as sobrancelhas e testa devem estar relaxadas. Se um avental de pele tocar os cílios, a blefaroplastia já traz benefícios funcionais, além dos cosméticos. Se mantiver o olhar em frente e abaixar o queixo, poderá notar melhor o contorno das bolsas de gordura das pálpebras inferiores.   Dra. Marta DuweMédica oftalmologistaCirurgia Plástica OcularCRM-SC 11748 / RQE 7545      

Retina: novos tratamentos melhoram a visão em doenças graves

Pacientes com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), Retinopatia Diabética e Doenças Vasculares da Retina (entre elas trombose da veia central / ramo de veia da retina) enfrentam grandes dificuldades no que diz respeito a tratamentos efetivos.

Cirurgia Refrativa a Laser

A Cirurgia Refrativa a Laser usa um raio de luz para remodelar suavemente a superfície do olho (a córnea) para ajudar a melhorar a visão. A luz laser pulsa suavemente para remover uma quantidade microscópica de tecido, alterando a curvatura da córnea e possibilitando que as imagens visuais sejam melhor focalizadas na retina. Cirurgia Refrativa é aquela que corrige erros de refração, ou seja, imperfeições que afetam a visão (miopia, hipermetropia e astigmatismo). Atualmente, é realizada através de um equipamento (um sistema de laser) que emite um tipo específico de laser, o Excimer Laser. A correção da visão com laser é um procedimento cirúrgico fácil e virtualmente indolor, que dura poucos minutos. Técnicas CirúrgicasA Técnica Cirúrgica PRK começa com a remoção da camada exterior da córnea. O Oftalmologista remove esta camada com uma pequena espátula ou com uma escova rotatória. A Técnica Cirúrgica LASIK começa com a criação de um flap corneano feito com um microcerátomo. Então, o médico reposiciona sua cabeça e ativa o rastreador ocular. Ele pedirá que olhe diretamente para uma luz piscante. O laser removerá uma pequena quantidade de tecido da córnea. O rastreador seguirá os movimentos oculares e fará com que o laser continue o tratamento. É importante continuar ainda olhando para a luz piscante enquanto durar o tratamento. Depois que a cirurgia com o laser terminar, o médico colocará algumas gotas de colírio no olho. Para sua proteção e conforto, ele cobrirá o olho com uma lente de contato terapêutica na cirurgia de PRK. Em alguns casos de LASIK, também se coloca essa lente terapêutica no olho para ajudar a cicatrizar pequenas abrasões. A cirurgia é indolor, pois é aplicado o colírio anestésico, cujo efeito dura cerca de 45-60 minutos. Depois deste tempo, seus olhos podem ficar sensíveis por alguns dias. O Oftalmologista prescreverá um colírio antiinflamatório para facilitar sua recuperação.   Veja abaixo o vídeo de uma cirurgia refrativa – Fonte: Alcon

Roturas Retinianas

As roturas ou buracos retinianos são pequenos rasgos que geralmente ocorrem na periferia da retina, que é o tecido que reveste o fundo do olho. Elas ocorrem por descolamento do vítreo (o gel que preenche o interior do olho) quando esse se separa da retina, exercendo uma tração e provocando seu rompimento. Essa tração pode ocorrer espontaneamente ou ser provocada por trauma ocular. Outros fatores como doenças inflamatórias do olho, alta miopia, degenerações periféricas da retina e diabetes também podem predispor à rotura da retina. Os principais sintomas presentes em casos de roturas são a visão de flashes de luz e manchas escuras súbitas parecendo sujeira ou “moscas volantes”. Nem todos os casos de tração retiniana irão provocar roturas da retina, mas os pacientes que apresentam sintomas ou história recente de trauma perto dos olhos devem procurar um oftalmologista, para que possam ser submetidos ao exame de mapeamento de retina ou ultrassonografia ocular e instituir o tratamento quando necessário. As roturas retinianas não tratadas, frequentemente, evoluem para o descolamento da retina que pode acarretar perda total da visão. Em casos de rotura diagnosticada, o tratamento geralmente é feito com fotocoagulação a laser de argônio que aumenta a aderência da retina ao fundo do olho evitando o descolamento. Nos casos em que não é possível a aplicação do laser pode ser feita uma crioterapia. Infelizmente, alguns casos de roturas retinianas já se apresentam com descolamento da retina de imediato, necessitando tratamento cirúrgico. Nesses casos, a cirurgia de retinopexia deve ser realizada em tempo hábil, uma vez que o tratamento tardio pode deixar sequelas irreversíveis na visão.   Dr. Marcus Grigato Campos